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Quais são as 6 partidas do Brasileirão de 2022 investigadas por suspeita de manipulação

Seis partidas do Campeonato Brasileiro de 2022 estão sob alvo da Operação "Penalidade Máxima" Fernando Torres/CBF

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (18), o Ministério Público de Goiás divulgou que seis partidas do Campeonato Brasileiro de 2022 estão sob alvo da Operação "Penalidade Máxima", que investiga manipulação de resultados no futebol brasileiro.

De acordo com informações divulgadas pelo promotor Fernando Cesconetto, do Ministério Público de Goiás, as quantias variavam entre R$ 50 mil e R$ 60 mil por cada atleta. Os nomes não foram revelados e nenhum atleta foi preso até o momento. Além disso, não está descartada a participação de outros jogadores.

Veja abaixo os jogos:

  • Palmeiras 2 x 1 Juventude - 10/09*

  • Santos 1 x 1 Avaí - 05/11 - (atleta do Santos cooptado a tomar amarelo)

  • Red Bull Bragantino 1 x 4 América-MG - 05/11 - (aliciamento do atleta do RBB pra levar amarelo)

  • Goiás 1 x 0 Juventude - 05/11 - (dois jogadores do Juventude para tomar amarelo)

  • Cuiabá 1 x 1 Palmeiras - 06/11 - (jogador do Cuiabá a tomar amarelo)

  • Botafogo 3 x 0 Santos - 10/11 (jogador cooptado a levar o vermelho)

*Um atleta sob investigação, durante cumprimento dos mandados, acabou confessando a participação em outro jogo, dia 10/09, entre Juventude e Palmeiras (também para receber o amarelo).

O que a Operação "Penalidade Máxima" investiga e quem são os outros denunciados

A investigação da Operação "Penalidade Máxima" aponta que grupos criminosos convenciam jogadores, com propostas que iam até R$ 100 mil, a cometerem lances específicos em partidas e causassem o lucro de apostadores em sites do ramo.

Um jogador cooptado, por exemplo, teria a "função" de cometer um pênalti, receber um cartão ou até mesmo colaborar para a construção do resultado da partida - normalmente uma derrota de sua equipe.

As primeiras denúncias ouvidas pela operação surgiram no fim de 2022, quando o volante Romário, então jogador do Vila Nova (GO), aceitou R$ 150 mil para cometer um pênalti contra o Sport, em partida válida pela Série B do Brasileiro.

Na ocasião, o atleta embolsou R$ 10 mil imediatamente e só ganharia o restante caso o plano funcionasse. Romário, porém, sequer foi relacionado para a partida, o que estragou a ideia.

A história chegou até Hugo Jorge Bravo, presidente do time goiano e também policial militar, que buscou provas e as entregou ao Ministério Público do estado. A partir daí, criou-se a operação "Penalidade Máxima" para investigar provas e suspeitas sobre o assunto.

Na primeira denúncia, havia a suspeita de manipulação em três jogos da Série B, mas os últimos acontecimentos levaram os investigadores a crer que o problema era de âmbito nacional e havia acontecido em campeonatos estaduais e também na primeira divisão do Brasileiro.

Além de Romário, outros sete jogadores foram denunciados pelo Ministério Público por participarem do esquema de fabricação de resultados: Joseph (Tombense), Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Cuiabá), Gabriel Domingos (Vila Nova), Allan Godói (Sampaio Corrêa), André Queixo (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Ituano), Ygor Catatau (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Operário-PR).

O Ministério Público de Goiás cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o zagueiro Victor Ramos, da Chapecoense, nesta terça-feira (18). O atleta é um dos alvos da Operação "Penalidade Máxima", que investiga manipulação de resultados no futebol brasileiro.

O atleta de 33 anos foi encontrado em sua casa nesta manhã, em Chapecó, e conduzido para prestar depoimento. Além disso, o defensor teve o celular apreendido para investigação.