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Com time R$ 630 milhões mais barato que Atlético-MG, Emelec brada: 'É indiferente o quanto vale cada time'

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Arroyo, do Emelec, diz que 'dinheiro não entra em campo' contra o Atlético-MG na Libertadores: 'No campo são 11 contra 11' (0:34)

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, meia equatoriano projetou o jogo de volta das oitavas de final (0:34)

Dixon Arroyo, um dos principais jogadores do Emelec, falou em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br antes do confronto da volta com o Atlético-MG pela Conmebol Libertadores


Após o empate por 1 a 1 no Estádio Jorge Capwell, em Guayaquil, no Equador, na semana passada, Atlético-MG e Emelec voltam a se enfrentar nesta terça-feira (5), no Mineirão, pelo jogo da volta das oitavas de final da Conmebol Libertadores, a partir das 19h15, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+. E antes da decisão, um dos destaques do rival do Galo mandou um recado forte para os brasileiros.

Volante da equipe azul desde 2018, Dixon Arroyo concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br e deixou claro que, apesar da superioridade financeira do Galo, que possui um dos elencos mais estrelados do mata-mata da Libertadores, o dinheiro ficará para o segundo plano na decisão, já que em campo são 11 contra 11.

E a diferença financeira entre os dois times é, de fato, notável. Segundo números fornecidos pelo site especializado em mercado do futebol Transfermarkt.com, enquanto o Atlético-MG tem o 4° elenco 'mais valioso' das oitavas da competição continental, custando 108,7 milhões de euros (R$ 601,3 milhões, pela cotação atual), o Emelec é o 'lanterna' da mesma lista, ocupando o 16° lugar: 17,05 milhões de euros (R$ 94,3 milhões).

Ou seja, somando o valor de mercado de todos os seus jogadores, o Emelec tem um elenco 113,5 milhões de euros (cerca de R$ 630 milhões) 'mais barato' que o do Atlético-MG.

"Nos jogos da Libertadores não há rivais grandes ou pequenos, todos são rivais difíceis. Na fase de grupos, enfrentamos o Palmeiras, que é um grande rival, e fizemos uma grande partida no Brasil. Agora temos o Atlético-MG, e temos que fazer as coisas bem feitas e lutar pela classificação. É indiferente o quanto vale cada time, no campo são 11 contra 11. E a nossa ideia é buscar o resultado e ganhar para podermos avançar", disse.

Sobre a volta no Mineirão, Arroyo disse que os jogadores do Emelec sabem da pressão que é jogar no Mineirão, um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, mas amenizou as dificuldades no campo rival para o jogo decisivo das oitavas, afirmando que o foco estará 100% dentro das quatro linhas.

"Aqui (no Equador), nos últimos anos, em questão de torcida nos equiparamos (ao Brasil). Todos os jogos temos o estádio cheio, aqui temos como rival o Barcelona (Guayaquil), os estádios estão sempre cheios. Acho que não tem nenhuma pressão da nossa parte, sempre jogamos com o estádio cheio, a nossa torcida sempre comparece. Para mim, pessoalmente, é uma motivação extra, tanto a torcida visitante quanto a local, te dá esse algo a mais para fazer um grande jogo. Jogar com o estádio cheio fascina todos os jogadores e acho que, o que acontece fora de campo é outra coisa, nós temos que nos concentrar em nós, no 11 contra 11 e fazer bem as coisas", começou por dizer.

Com o resultado da ida, em caso de novo empate no Mineirão, a partida será definida na disputa por penalidades. Vale lembrar que não há mais regra do gol qualificado na Libertadores. Em caso de vitória para qualquer um dos lados, o confronto será definido.