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CBF é cobrada por clubes e Federações e prepara reforços e mudanças na Comissão de Arbitragem

ESPN apurou os anúncios que a Comissão de Arbitragem da CBF prepara para os próximos dias


Com pouco mais de dois meses de trabalho, a nova gestão da Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) já encara enorme pressão. E, em meio à onda de reclamações de clubes e opinião pública, principalmente dos vários desastres da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, a Confederação corre para dar uma resposta.

Segundo apurou a ESPN, a cúpula da organização espera anunciar nos próximos dias um pacote de "reforços" para a equipe que comanda a arbitragem nacional.

Anteriormente tocada por mais de uma dezena de profissionais, a Comissão hoje é pilotada apenas pelo presidente, Wilson Seneme, o vice, Alício Pena Jr., e pelo responsável da escola de árbitros, Giuliano Bozzano.

O comando da CBF entende que um dos departamentos mais importantes da entidade não pode funcionar com tamanha redução.

Neste momento, por exemplo, não há um comando específico para setores centrais e sensíveis da Comissão de Arbitragem como o VAR e a área de instruções aos árbitros. O trio Seneme, Alício e Bozzano acumula funções e responde por todo o processo.

A ideia é reforçar o comando da comissão e o quadro técnico. Wilson Seneme já começou a sondar nomes e alinha com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, os ajustes finais antes de anunciar os novos companheiros de equipe.

Ciente da enorme cobrança sofrida nos bastidores e da necessidade de um amplo trabalho de melhoria na arbitragem, a Confederação deseja que a configuração da nova comissão seja ainda mais ampla que a antiga, então dirigida por Leonardo Gaciba.

Cobranças e problemas se espalham em outros departamentos

A Comissão de Arbitragem é apenas uma das dores de cabeça do presidente Ednaldo Rodrigues na CBF atualmente.

Outros departamentos sofrem com o mesmo cenário de equipes reduzidas e questionamentos externos em excesso.

Com um discurso de mudança total na Confederação, Ednaldo trocou boa parte da diretoria da entidade. A transição para uma gestão que tenha a sua cara, no entanto, é considerada lenta por altos funcionários de diversas áreas.

Departamentos como o de competição, jurídico, de patrimônio, marketing e comercial vêm encarando resistência de outros setores da CBF na nova, e mais enxuta, configuração com Ednaldo.

Do ponto de vista político, o mandatário também vem encarando problemas. Cartolas de diferentes partes do país lhe cobram que acordos firmados no período pré-eleitoral sejam cumpridos.

No momento, no entanto, Ednaldo não mostra pressa para "arrumar" os outros setores e tenta minimizar as insatisfações internas quando é questionado por pessoas próximas sobre a turbulência na CBF.