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O lindo motivo que faz zagueiro da Itália apontar para o céu em todas as suas comemorações de gols

Itália recebe a Hungria nesta terça-feira (7), às 15h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+


Nesta terça-feira (7), a Itália recebe a Hungria, às 15h45 (de Brasília), pela 2ª rodada do grupo 3 da Uefa Nations League. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Para conquistar a 1ª vitória na competição, a Azzurra conta com a força defensiva do zagueiro Alessandro Bastoni, que é titular absoluto da Inter de Milão e, com a aposentadoria de Giorgio Chiellini, deve agora também ser o dono da posição na seleção nacional.

Revelado pela Atalanta, Bastoni começou a jogar pela Itália já na categoria sub-15 e impressiona a todos desde muito jovem. Tanto é que a Internazionale já o contratou em 2017, quando ele tinha apenas 18 anos, por 31 milhões de euros.

Inicialmente, ele foi emprestado pelos nerazzurri para a própria Atalanta, disputando a temporada 2017/18 em Bergamo, e em seguida foi repassado ao Parma para ganhar bastante tempo de jogo.

De 2019/20 em diante, o atleta de 1,90m foi integrado de vez pela Inter, já conquistando a titularidade em Milão e não largando mais a posição.

De forma natural, ele passou a ser presença constante nas convocações da Azzurra a partir de 2020, e agora, com a saída de Chiellini, deve ser o "dono" da zaga ao lado de Bonucci ou Acerbi.

A dedicatória

Em três temporadas completas pela Internazionale, Bastoni soma 118 jogos e 4 gols, além de três títulos: um Campeonato Italiano, uma Copa da Itália e uma Supercopa da Itália.

Já pela seleção, são 13 partidas, com a conquista da Eurocopa 2020 sendo o grande momento de destaque.

O defensor, aliás, dedica cada um de seus tentos e troféus a Agnese, sua melhor amiga, que faleceu de forma trágica em um acidente de carro, em 2015, quando tinha apenas 16 anos.

É justamente por isso que o atleta aponta para o céu a cada vez que conquista algo ou balança as redes.

"Ela era minha melhor amiga. Estudamos juntos desde o jardim de infância. Infelizmente, eu a pedi em 2015, devido a um acidente", lembrou Bastoni, em entrevista à Gazzetta dello Sport.

"Quando isso aconteceu, eu não estava na Itália, pois estava jogando na Bulgária com a seleção sub-17. Eu estava longe da minha família e dos meus amigos, e jamais conseguirei compreender o que senti naquele dia", contou.

"Meu mundo desabou. Eu sou de uma cidade de 3 mil habitantes, e para todos ela sempre foi o ponto forte do nosso grupo de amigos. Fiquei de coração partido, essa experiência me mudou muito. Precisei tirar forças de todos os lugares para continuar em frente", lamentou.

"É exatamente por isso que, toda vez que comemoro algo, levanto os braços em direção ao céu. É sempre pensando em Agnese. Também tatuei seu nome em minhas costas", complementou.

Em janeiro deste ano, inclusive, Bastoni e sua esposa, Camilla Bresciani, tiveram uma filha. O nome não poderia ser outro: Azzurra Agnese.