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Por que lateral do Liverpool usou 'capacete maluco' em treino às vésperas da final da Champions?

Liverpool e Real Madrid se enfrentam no próximo sábado (28), às 16h (de Brasília), na grande decisão europeia


Neste sábado (28), Real Madrid e Liverpool se enfrentam na grande final da Uefa Champions League, às 16h (de Brasília), no Stade de France, na Grande Paris.

Durante a preparação para a final, o lateral-direito Alexander-Arnold, dos Reds, foi fotografado usando um estranho "capacete" durante o treino da equipe inglesa na última quarta-feira (25).

O equipamento foi desenvolvido pelos neurocientistas Niklas Häusler e Patrick Häntschke, que realizam, a pedido do técnico Jürgen Klopp, um trabalho focado na preparação mental dos atletas do Liverpool.

O treinador considera a novidade como algo essencial, principalmente em uma temporada repleta de jogos decisivos, com prorrogações e cobranças de pênaltis.

O "capacete", por sua vez, serve para monitoramento da atividade cerebral dos jogadores durante alguns lances específicos, com tudo sendo usado para melhora de desempenho em campo.

Conheça um pouco mais sobre o "capacete":

Após a conquista da Copa da Liga Inglesa contra o Chelsea, em fevereiro deste ano, Klopp revelou o grande segredo do incrível foco demonstrado pelos jogadores dos Reds durante a disputa de pênaltis - os atletas acertaram todas as 11 cobranças.

O alemão revelou que contratou a empresa alemã neuro11, especializada em neurociência, para auxiliar na preparação mental dos jogadores do clube de Anfield.

Comandada pelos neurocientistas Niklas Häusler e Patrick Häntschke, a empresa oferece acompanhamento psicológico a atletas e vem formando uma parceria de enorme sucesso com Klopp.

A neuro11 também realiza monitoramento da atividade cerebral dos atletas, usando as informações para otimizar a performance dos jogadores, principalmente em lances de bola parada, como cobranças de faltas e pênaltis.

"Eles tiveram um impacto incrível aqui (no Liverpool). Entrei em contato com eles há alguns anos, porque achei as ideias muito interessantes, e agora eles são parte integral de nossa comissão técnica", contou o comandante dos Reds, em fevereiro.

"Eles não ficam conosco o tempo todo, pois trabalham na Alemanha, mas vêm a Liverpool com bastante frequência. Eu e os atletas gostamos muito do trabalho deles. Eles tentam colocar os jogadores no espírito certo. Tudo é medido e estudado. Eles são neurocientistas, e isso é incrivelmente interessante e extremamente importante para nós", salientou.

Curiosamente, o Liverpool venceu a FA Cup nesta temporada em mais uma decisão nos pênaltis, mais uma vez em cima dos Chelsea.

Mais uma vez, os Reds demonstraram ótimo preparo psicológico nas cobranças, que foram feitas contra ninguém menos que Mendy, eleito melhor goleiro do mundo por Fifa e Uefa. E, não à toa, Klopp dedicou o troféu mais uma vez aos neurocientistas Niklas Häusler e Patrick Häntschke.

"Eles entraram em contato conosco há dois anos. Eles me disseram: 'Nós podemos treinar e melhorar o desempenho de vocês em cobranças de pênaltis', e eu respondi: 'Isso parece bem legal! Venham para cá!'", contou o treinador.

"Como bons alemães, nos encontramos e conversamos. Trabalhamos juntos e deu muito certo. Esse troféu (da FA Cup) é dedicado a eles, assim como foi o da Copa da Liga Inglesa", salientou.

Dos membros da neuro11 que trabalham diretamente com o Liverpool, Niklas Häusler tem doutorado em neurociência e PhD em psicologia na Universidade de Bonn, na Alemanha. Já Patrick Häntschke foi jogador de categorias de base na Bundesliga e atua como CEO da empresa.