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Campeão pelo Flamengo é sincero sobre o que viu no clube e faz críticas: 'Bagunça absurda'

Ex-lateral-esquerdo, André Santos falou em entrevista ao Charla Podcast, no YouTube, e detalhou a realidade encontrada no Flamengo em 2005


Se o Flamengo hoje conta com centro de treinamento, aparelhagem de primeiro mundo e é exemplo para os rivais no futebol brasileiro, em um passado não tão distante a realidade era outra. E quem contou os bastidores do antigo cenário foi André Santos.

Em entrevista ao Charla Podcast, no YouTube, o lateral-esquerdo, que teve duas passagens pelo Rubro-Negro, detalhou como era o panorama encontrado em 2005, durante sua primeira passagem: salários atrasados, estrutura defasada à grandeza do clube e um quase rebaixamento por conta da desorganização.

"Não (recebi em dia). A gente treinava na Gávea, vestiário apertado. Lembro do Baratinha, do Klebinho, roupeiros. Sempre foi muito sacrifício. O Flamengo sempre teve nome enorme dentro do cenário, mas a estrutura não condizia. Salário atrasado, briga eterna. Na verdade, só ficava atrasado. Quando ia dar o terceiro mês (de atraso), pagavam um", começou por afirmar.

"Foi uma bagunça absurda. Todos os dias tinha problema. Era com dirigente, atleta, salário atrasado. Era muito difícil fazer a gestão do clube. Ia azedar no campo. Passavam 10 treinadores em pouco tempo. Como tem rotina, coisa organizada? Não tinha diretoria organizada, salário em dia, era complicado", continuou o ex-lateral-esquerdo antes de detalhar o ponto da virada dentro de campo que evitou o rebaixamento inédito.

"O Kleber veio com gestão organizada, querendo pagar em dia. Fez a estrutura da Portuguesa para jogar lá, trouxe o Joel Santana. Entrou no trilho. Flamengo tava para cair, de 9 jogos tinha que ganhar oito. Não perdemos. Se não fosse daquela forma teria caído. Não caiu no decorrer do campeonato, tava tudo bagunçado e repetia no campo", finalizou.

Na primeira passagem, André Santos quase caiu com o Flamengo. Já na segunda, em 2013, teve um cenário diferente. O jogador foi importante na conquista da Copa do Brasil. Ao todo, foram 90 jogos pelo Rubro-Negro e cinco gols marcados. Além do clube carioca, passou por Figueirense, Atlético-MG, Corinthians e Grêmio. Fora do país, em maior destaque, passagens por Fenerbahce e Arsenal.