Kevin Trapp, goleiro alemão do Eintracht Frankfurt, fala português e gosta de funk
“Eu acho mais fácil falar português do que inglês (risos).”
A frase acima surpreende pelo fato de ter sido dita por Kevin Trapp, um goleiro alemão que jamais atuou no Brasil ou qualquer outro país que fale português. Porém, a explicação vai além do seu trabalho.
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Titular do Eintracht Frankfurt, que enfrenta o West Ham pela semifinal da Europa League, o atleta de 31 anos é noivo da modelo Izabel Goulart, com quem está junto há mais de seis anos e meio. Ela ficou conhecida por ter sido Angel da marca Victoria's Secret.
A proximidade com a língua também seu pela parceria que criou com Daniel Alves, Neymar, Marquinhos e Thiago Silva no PSG e também pelo contato com um estilo musical que caiu nas graças de Trapp.
“Eu comecei a aprender português com o funk (risos). O primeiro que escutava era o MC Kevinho porque era mais fácil aprender. Comecei a perguntar aos amigos e também aprendia as coisas boas (risos). O funk tem palavras que não podemos usar no dia a dia, mas gosto do funk também”, disse Trapp à ESPN.
A identificação dele com o Brasil, na verdade, vai além de Izabel e da música.
“É um país que gosto muito e as pessoas que amo. Acho uma coisa muito incrível não sei por que estou tão conectado, mas a minha mulher é brasileira e isso faz grande parte da minha conexão. Tenho muitos amigos brasileiros.”
Alguns desses amigos são bastante famosos. Trapp e Goulart já passaram réveillon de 2018 em Fernando de Noronha ao lado de Neymar e dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, que são donos de uma pousada no local.
“Eu gosto muito da cultura do Brasil, todo mundo parece sempre feliz e tem um sorriso no rosto. Parece que está tudo bem. A comida eu conheço da minha mulher e dos jogadores brasileiros que estavam em Paris”, disse.
Quando ainda era goleiro do Kaiserslautern, Trapp já dava alguns indícios de que tinha relação especial com o Brasil.
“A música ‘Ai se eu te pego’, do Michel Teló, era uma febre na Europa. O pessoal sempre escutava no vestiário e ele adorava ouvir e tentava repetir as palavras”, contou o ex-zagueiro Rodnei, que jogou na equipe alemã com o arqueiro, ao ESPN.com.br.
Da Alemanha para a Copa do Mundo
Trapp passou por equipes pequenas até chegar à base do tradicional Kaiserslautern. O goleiro estreou nos profissionais em agosto de 2008 em um jogo de Copa da Alemanha e fez poucas partidas até conseguir uma boa sequência na temporada 2011-12.
“Ele era o terceiro goleiro e depois passou a ser o segundo. Lembro que um dia o titular, Tobias Sippel, passou mal no aquecimento contra o Freiburg e o Kevin virou titular. A gente vinha de resultados negativos no campeonato, mas ele foi muito bem e vencemos. Depois disso, ganhou a posição e se afirmou”, disse Rodinei.
Em 2012, Trapp transferiu-se para o Frankfurt e chamou atenção dos grandes clubes da Europa até ser vendido ao poderoso PSG na temporada 2015-16. Na equipe de Paris, ele faturou duas vezes a Ligue 1 e três vezes a Copa da França. No entanto, após alguns altos e baixos, ele perdeu a posição após dois anos como titular para Aréola.
Trapp, que defende a seleção alemã desde as categorias de base, foi reserva na Copa das Confederações (2017), Copa do Mundo (2018) e Eurocopa (2021). Após a chegada de Gianluigi Buffon, o goleiro voltou ao Frankfurt em busca de mais espaço para jogar, em 2018.
Desde então, voltou a ser destaque no time que enfrenta o West Ham nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), na semifinal da Europa League, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
“Ele é uma pessoa muito boa, um menino excelente. Era um cara muito tranquilo e bom de ambiente. Está falando português muito bem e desejo muita sorte nessa partida!”, finalizou Rodnei.
