Léo Jardim, ex-Grêmio, contou sua trajetória até chegar ao Lille, atual campeão francês
Campeão da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores pelo Grêmio, Léo Jardim saiu do Brasil com poucas partidas disputadas como profissional, mas na Europa conseguiu seu espaço e até jogar a Champions League. Atualmente, ele é o goleiro do Lille, que enfrentará o Lens, neste sábado, pela Ligue 1, com transmissão pela ESPN no Star +.
Natural de Ribeirão Preto, o arqueiro começou no Botafogo-SP antes de ir para Olé Brasil, da mesma cidade. Depois de se destacar na Copa São Paulo de futebol júnior, ele foi contratado pelo Grêmio, aos 17 anos.
Destaque da base do time tricolor, ele foi convocado duas vezes para a seleção brasileira sub-20 e subiu aos profissionais, em 2014. No entanto, ele só conseguiu estrear fora de casa contra o Palmeiras, em jogo válido pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2016.
“O jogo foi mais especial no Grêmio porque nós vencemos a Copa do Brasil e ficou marcante porque participei mais ativamente. Não tive tantas oportunidades no Grêmio”, afirmou ao ESPN.com.br.
Reserva de Marcelo Grohe durante a passagem por Porto Alegre, Léo fez boa amizade com o ídolo gremista.
“Até hoje a gente conversa. É um cara que aprendi demais como goleiro e ser humano. É um cara excepcional, nota dez. Tive o prazer de trabalhar muitos anos e torço pelo sucesso dele. Fiquei muito feliz quando ele brilhou no título da Libertadores porque foi um cara que mudou a história dele dentro do clube. Viveu momentos muito difíceis e conquistou muita coisa”, afirmou.
Até o fim de 2017, Léo era bastante utilizado pelo técnico Renato Gaúcho. No entanto, com a contratação de Paulo Victor, ele virou terceiro goleiro no elenco.
“Estava conseguindo ter mais sequência de jogos porque ele colocava o time reserva no Brasileiro. Mas depois senti que perdi espaço de novo e vi que era melhor buscar novas oportunidades. Vi que as coisas não iriam acontecer ou iriam demorar”, explicou.
Carreira na Europa
O brasileiro chegou ao Rio Ave, que projetou goleiros de muito sucesso na Europa como Ederson (Manchester City) e Jan Oblak (Atlético de Madrid).
“Achei um projeto muito bacana e fui como uma aposta. Comecei como segundo goleiro, mas o titular se lesionou nos playoffs da Liga Europa e eu precisei entrar no lugar dele. Depois disso, não saí mais da equipe”.
No fim da temporada, o Lille tinha se classificado para a Champions e queriam um goleiro jovem para ser o sucessor de Mike Maignan, que era cobiçado por grandes times da Europa.
“No começo não joguei tantas vezes. A adaptação foi um pouco mais difícil do que esperava pelo idioma ser diferente. Mas com o tempo as coisas se encaixaram. O problema é que por causa do COVID-19 acabaram o Campeonato Francês com 10 rodadas para o fim. Com isso, não conseguiram vender o Maignan, que ficou mais uma temporada. A diretoria queria que eu jogasse e fui emprestado para o Boavista-POR”, contou.
Léo foi para o time português e virou titular absoluto. Em 2021, o brasileiro voltou o Lille para a vaga de Maignan, que foi vendido para o Milan após o título francês.
“Comecei o Campeonato Francês jogando e fomos campeões do troféu dos campeões contra o PSG. Fiz mais algumas partidas e me tiraram do time. Depois, tive uma hérnia cervical e precisei operar em novembro. Em fevereiro, o Lille perdeu por 5 a 1 para o PSG e voltei ao time titular”, contou.
O goleiro ficou sete jogos seguidos no Campeonato Francês sem levar gols, com destaque para o empate por 0 a 0 com o Lyon.
“É uma estatística que para o goleiro vale muito. E sempre que não levamos gols a gente está perto de vencer”.
Além disso, ele ajudou o time francês a chegar até as oitavas de final da Champions League, sendo eliminado pelo Chelsea. Atualmente na sétima posição da Ligue One, o Lille briga por uma vaga na próxima Liga dos Campeões.
"A gente tem plenas condições, faltam apenas sete jogos e temos vários confrontos diretos. Só depende da gente e sabemos o que precisamos fazer".
