Seleção da França poderá quebrar uma ‘maldição’ que dura há mais de dez anos na história das Copas do Mundo
Os grupos da Copa do Mundo foram definidos nesta sexta-feira (1° de abril), em sorteio realizado em Doha, no Qatar, país-sede do Mundial, que acontecerá entre novembro e dezembro deste ano.
Atual camepeã mundial, a França foi sorteada ao grupo D, ao lado de Dinamarca e Tunísia. A outra seleção sairá da repescagem entre Peru/Emirados Árabes/Austrália.
Curiosamente, nas últimas três edições de Copa do Mundo, as seleções campeãs em mundiais anteriores caíram logo na fase de grupos do torneio seguinte.
Em 2010, a Itália, que havia conquistado a Copa do Mundo de 2006, ficou pelo caminho na fase de grupos. A chave dos italianos naquele ano era formada por Paraguai e Eslováquia, que foram às oitavas de final, além da Nova Zelândia, também eliminada.
No caso da Espanha, o grupo composto por Holanda, Chile (classificados às oitavas) e Austrália deixou os atuais campeões do mundo em terceiro lugar, fora do mata-mata em 2014. Por fim, a seleção da Alemanha, última vítima da ‘maldição’, em 2018, acabou caindo de maneira precoce após enfrentar Suécia e México, que foram ao mata-mata, e a também eliminada Coreia do Sul.
Além da ‘sina’ das últimas Copas, a França ainda precisará enfrentar um próprio trauma, ocorrido na Copa de 2002, quatro anos após o primeiro título mundial. Na época, a badalada seleção francesa, campeã da Eurocopa em 2000, deu adeus ao Mundial da Coreia e do Japão ainda na fase de grupos.
Para o Mundial de 2022, o time de Didier Deschamps têm a responsabilidade de dar um fim a esse ciclo de eliminações em Copas. A França também lutará pelo bicampeonato mundial, algo que não acontece desde a ‘dobradinha’ da seleção brasileira nas edições de 1958 e 1962, anos do primeiro e do segundo títulos do Brasil em Copas do Mundo.
A estreia da seleção francesa no Qatar será no dia 22 de novembro, contra Peru ou Austrália ou Emirados Árabes.
