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Ex-Corinthians revela pedido inusitado de treinadores para evitar que Juninho Pernambucano cobrasse faltas: 'Todos ficavam preocupados'

Ex-zagueiro do Sochaux, Carlão enfrentou o Juninho Pernambucano quando o ex-meia defendia o Lyon e falou em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br


Durante oito temporadas, Juninho Pernambucano fez história vestindo a camisa do Lyon. Ao todo, foram sete conquistas do Campeonato Francês consecutivas, uma idolatria no clube e maestria nas cobranças de falta que tirava os treinadores adversários do sério.

O Lyon volta a campo nesta quinta-feira (17), às 17h, para encarar o Porto, em casa, pela segunda partida das oitava de final da Europa League. Após vencer por 1 a 0 no Estádio do Dragão, pode empatar para ir às quartas. O confronto terá transmissão pela ESPN no Star+.

Em entrevista ao ESPN.com.br, Carlão, atualmente no Santo André, revelou que, durante a passagem pelo Sochaux, os técnicos que teve faziam o mesmo pedido: não fazer faltas para Juninho cobrar.

“Logo no começo, eu peguei o Juninho (Pernambucano), cheguei a jogar contra. Era uma qualidade fora do comum. Eu peguei um pouco do Fred, no Lyon, o Cris naquele Lyon que acabou ganhando tudo por muitos anos. Mas, na minha chegada, de impacto, logo no primeiro ano, quem mais me impressionou foi o Juninho”, começou por afirmar.

Era algo que todos os treinadores que eu peguei no Sochaux ficavam preocupados (fazer falta contra o Lyon). Falavam: ‘Deixa outro cara chutar no gol, mas não faz falta ali, porque, se o Juninho bater, é praticamente gol’. Às vezes, ali perto da área, deixavam outro jogador arriscar o chute do que deixar para o Juninho poder fazer o gol”, completou.

Ao todo em oito temporadas de Lyon, Juninho Pernambucano entrou em campo 343 vezes e marcou 100 gols. Além dos títulos do campeonato nacional, venceu uma Copa da França e seis Troféus dos Campeões. Recentemente, deixou o cargo de diretor esportivo do clube francês.

Já Carlão foi revelado pelo Corinthians em 2006 e, na temporada 2008-09, chegou ao Sochaux. Por lá, virou ídolo e jogou durante seis anos. No total, foram 139 jogos e dois gols marcados.