Premier League desqualifica Abramovich como dirigente do Chelsea após sanções; veja o atual cenário

A Premier League anunciou neste sábado que desqualificou Roman Abramovich como dirigente do Chelsea após as sanções ao empresário pelo governo do Reino Unido


A Premier League anunciou neste sábado (12) que desqualificou Roman Abramovich como dirigente do Chelsea. Os ativos do clube foram congelados depois que o governo do Reino Unido impôs sanções ao empresário russo.

Os campeões mundiais e europeus estão enquadrados neste cenário por serem um ativo de Abramovich, um dos sete oligarcas russos punidos pela Grã-Bretanha por supostas ligações com o presidente da Rússia, Vladmir Putin.

Os Blues receberam licença para continuar cumprindo compromissos e pagando funcionários, mas dependem de aportes financeiros para operar. No entanto, o clube está com diferentes fontes de receita interrompidas como parte da ação do governo contra seu proprietário.

“Após a imposição de sanções pelo governo do Reino Unido, o Conselho da Premier League desqualificou Roman Abramovich como diretor do Chelsea Football Club. A decisão do Conselho não afeta a capacidade do clube de treinar e jogar seus jogos, conforme estabelecido nos termos de uma licença emitida pelo Governo que expira em 31 de maio de 2022”, publicou a Premier League em comunicado.

Fontes disseram à ESPN que as limitações de gastos, que contemplam o teto de 20 mil libras (cerca de R$ 133 mil) em viagens para jogos fora e o limite de 500 mil libras (R$ 3,3 milhões) para custear partidas dentro de Stamford Bridge, levaram o banco Barclays, da Inglaterra, a suspender a conta bancária e os cartões de crédito do clube por medo de infringir as regras do governo.

A desqualificação de Roman Abramovich como diretor não afetará a potencial venda do clube. O empresário deve solicitar uma licença separada para continuar o processo, mas o governo ainda terá um nível de envolvimento importante no processo pelos termos desse aval quando for definido.

A aprovação final do acordo será exigida pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte, com o magnata russo ficando incapaz de receber qualquer lucro sobre a venda.

Neste cenário, é quase certo que Abramovich não encontrará um comprador disposto a pagar os 3 bilhões de libras (R$ 19,8 bilhões) pedidos, sendo uma venda rápida e a preço reduzido despontando cada vez mais como a opção mais viável.

O russo recebeu vários lances depois de colocar o clube à venda, mas nenhum correspondeu à sua pedida inicial, segundo fontes disseram à ESPN.

Fontes revelaram ainda que um consórcio que inclui Todd Boehly, coproprietário de franquias como Los Angeles Dodgers e Los Angeles Lakers, ao lado do bilionário suíço Hansjorg Wyss, apresentou uma oferta em um esforço para avançar na compra.

Potenciais interessados têm até 15 de março para apresentar propostas ao banco de investimento Raine Group, de Nova York, designado para tratar da venda do clube.