Chelsea tem conta bancária e cartões de crédito congelados, pode se tornar insolvente e corre risco de perder 9 pontos na Premier League

Chelsea fica impossibilitado de fazer movimentações financeiras com a nova medida


Vivendo dias de muita incerteza, o Chelsea recebeu mais uma péssima notícia nesta sexta-feira (11): o banco Barclays, o maior da Inglaterra, congelou a conta bancária e os cartões de crédito do clube, segundo apurou a ESPN.

A notícia, que foi publicada primeiramente pelo jornal The Times, vem um dia depois do dono dos Blues, Roman Abramovich, ser sancionado pelo Governo do Reino Unido por seus supostos laços com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio à operação militar iniciada pelos russos na Ucrânia, no final de fevereiro.

Após a sanção imposta pelo Governo britânico, o Chelsea ganhou licença para continuar disputando as partidas da Premier League e pagando seus funcionários. No entanto, a equipe está fazendo isso com sua reserva de caixa, já que até mesmo o dinheiro dos direitos de transmissão de TV que o clube tinha a receber foi congelado.

Fontes disseram à ESPN que as limitações de custo impostas ao time - que incluem um teto de 20 mil libras (R$ 132,29 mil) em viagens para jogos fora de casa e 500 mil libras (R$ 3,307 milhões) para sediar duelos em Stamford Bridge - fizeram o Barclays decidir suspender os cartões de crédito por medo de infringir as regras do Governo.

A equipe de Londres segue conversando com as autoridades para tentar reverter algumas das punições. Dirigentes do alto escalão dos Blues esperam que seus cartões corporativos sejam desbloqueados nos próximos dias, o que permitirá ao time continuar realizando operações financeiras.

A alta cúpula do Chelsea também quer que fontes de receitas sejam liberadas, já que a instituição acredita que ficará sem dinheiro para honrar seus compromissos se as sanções continuarem valendo por um período prolongado.

O último balanço do clube, publicado em dezembro e que fez referência ao ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2021, mostrou que os Blues tinham uma reserva de apenas 17 milhões de libras (R$ 112,45 milhões), um valor muito menor que o de seus principais rivais.

Não está descartado, inclusive, o fato do Chelsea se tornar insolvente nas próximas semanas, caso o Governo não faça as concessões financeiras esperadas pelo time. Com isso, os londrinos podem perder 9 pontos como punição da Premier League.

Enquanto paira esse clima de incerteza, Roman Abramovich busca uma licença alternativa para vender o clube. No momento, como o Chelsea é uma propriedade do magnata congelada pelo Governo, os interessados na compra têm que ter suas propostas revisadas e aprovadas pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte da Inglaterra para que qualquer conversa siga em frente.

De acordo com apuração da reportagem, Abramovich já está praticamente certo que não encontrará alguém disposto a pagar os 3 bilhões de libras (R$ 19,84 bilhões) que ele pede para vender os Blues. Com isso, uma redução neste montante já parece a opção mais razoável para encerrar o "pesadelo" do clube.

Enquanto isso, no dia-a-dia do clube, a situação é catastrófica.

No jogo deste domingo, contra o Newcastle, pela Premier League, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, não haverá programação de matchday em Stamford Brige para os torcedores.

A equipe de Londres ainda não sabe o que colocará na frente de seu uniforme, já que, na última quinta-feira (10), a companhia telefônica Three, patrocinadora máster do time, suspendeu seu contrato com a agremiação.

As lojas do Chelsea estão fechadas, o hotel em Stamford Bridge está impedido de aceitar reservas e hospedagens e o clube não pode vender ingressos além dos season tickets já negociados no início da temporada.