Dono do Chelsea segue em busca de uma oferta que seja de R$ 19,8 bilhões pelo clube
Roman Abramovich recebeu várias ofertas pelo Chelsea , mas nenhuma ainda atingiu sua avaliação de 3 bilhões de libras (R$ 19,8 bilhões), disseram fontes à ESPN.
Potenciais interessados têm até 15 de março para apresentar propostas ao banco mercantil de Nova York Raine Group, designado para tratar da venda do clube.
Fontes disseram à ESPN que um consórcio que inclui o Los Angeles Dodgers e o sócio do Los Angeles Lakers, Todd Boehly, ao lado do bilionário suíço Hansjorg Wyss, já apresentou uma oferta em um esforço para avançar na corrida.
Embora o valor exato de sua oferta não tenha sido divulgado, fontes disseram à ESPN que não atende ao preço pedido de Abramovich pelo atual campeão mundial e europeu.
Boehly teve uma oferta de 2,2 bilhões de libras, cerca de R$ 14,5 bilhões, rejeitada em 2019 e acredita-se que o clube não tenha valorizado significativamente desde então, dada a pandemia do COVID-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia, que colocou Abramovich sob pressão para reconsiderar seus investimentos no ocidente.
O empresário turco Muhsin Bayrak afirmou que apresentou uma oferta "menos de 2,5 bilhões de libras” (R$ 16,5 bilhões) e permanece em negociações enquanto também há rumores de interesse do Oriente Médio, mas, como as coisas estão, espera-se que licitantes mais credíveis para o grupo de Boehly apareçam.
Fontes disseram à ESPN na semana passada que a RedBird Capital Partners, empresa de private equity com sede em Manhattan fundada por Gerry Cardinale e assessorada pelo vice-presidente executivo da Oakland Athletics, Billy Beane, é um dos vários grupos com sede nos EUA que avaliam a viabilidade de uma oferta.
Há especulações de que os empresários norte-americanos Josh Harris, co-proprietário do Philadelphia 76ers, e Woody Johnson, proprietário do New York Jets, estão considerando separadamente entrar na corrida. A família Ricketts, dona do Chicago Cubs, foi nomeada como outra parte interessada.
O promotor imobiliário britânico Nick Candy também está avaliando uma oferta de cerca de 2,5 bilhões de libras (R$ 16,5 bilhões) com seu porta-voz confirmando que está "explorando ativamente várias opções".
No entanto, nenhuma parte expressou a disposição de pagar o preço pedido de Abramovich por várias razões, inclusive a dificuldade de reconstruir Stamford Bridge - um projeto complexo em uma das partes mais caras de Londres, com custo estimado em cerca de 1,5 bilhão de libras (R$ 99 bilhões).
O prazo de 15 de março também é significativo, pois é o dia em que o governo do Reino Unido poderá impor sanções mais duras a indivíduos de alto patrimônio líquido com ligações à Rússia ou ao presidente Vladimir Putin.
A legislação de emergência conhecida como Economic Crime Bill visa reprimir criminosos estrangeiros que usam propriedades ou ativos do Reino Unido para lavar dinheiro. Abramovich sempre negou veementemente quaisquer vínculos com o regime de Putin ou qualquer impropriedade comercial, mas enfrentou apelos de vários parlamentares, incluindo o líder trabalhista Sir Keir Starmer, para enfrentar sanções.
Não está claro nesta fase se Abramovich seria alvo desta nova legislação, mas a possibilidade adiciona uma urgência extra ao ritmo das negociações sobre a venda do Chelsea, que fontes afirmam que algumas partes interessadas acreditam que poderia levá-lo a aceitar um valor abaixo de seus 3 bilhões de libras, cerca de R$ 19,8 bilhões).
