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Fórmula 1: Vitaly Petrov critica camisa de Lewis Hamilton sobre Breonna Taylor e cerimômia de ajoelhar contra o racismo

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Neste final de semana, a Fórmula 1 terá a etapa da Rússia no circuito de rua de Sochi, e uma polêmica começou fora das pistas.

Em entrevista ao site local Championat, o piloto Vitaly Petrov afirmou que os atos contra o racismo de Lewis Hamilton deveriam ter um olhar mais crítico por parte da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Para o russo - que correu na F1 entre 2010 e 2012 -, o britânico ter utilizado uma camisa sobre Breonna Taylor (morta em uma ação policial nos Estados Unidos no mês de março) no pódio da etapa em Mugello foi algo "supérfluo" e que metade da audiência não entendeu a referência.

"Para mim, isso é supérfluo. Assim como pedir a todos para ajoelharem. Isso é uma questão pessoal para cada aulto. Você tem o direito de falar sobre isso em suas redes sociais ou dando entrevistas, você pode critar algum tipo de movimento social, contactar governantes... Mas eu penso que o próprio governo dos EUA já está a par desses problemas e não vai deixá-los abandonados", começou Petrov.

"Mas na Fórmula 1...Eu acho que metade da audiência não entendeu o que esta camisa significava até terem uma explicação. E se um dos pilotos revelar ser gay, eles vão sair com uma bandeira de arco-íris e instar todos a se tornarem gays ou algo assim? Podem ter vários outros exemplos. Eu creio que a FIA não vai mais permitir tais ações", continuou.

"Agora, na F1, os organizadores de alguma maneira perderam o controle da situação. Eu acho que agora eles vão dizer que você não pode mais fazer isso", falou.

Petrov continuou sua crítica, agora aos pilotos se ajoelharem antes da prova como protesto antirracista.

"Honestamente, eu não entendo a cerimônia de ajoelhar também. De acordo com nossas tradições, você se ajoelha só em duas ocasiões: no templo, perante a Deus, e quando você pede sua esposa em casamento. Com este gesto, eles estão tentando chamar a atenção para a luta contra o racismo. na Rússia, existe uma mentalidade diferente", disse o piloto.