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Maior rival de Senna, Prost relembra reaproximação tardia e diz que só entendeu o brasileiro quando parou

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Alain Prost foi muita coisa de Ayrton Senna: companheiro de equipe, rival histórico, inimigo e depois um confidente muito próximo. Em entrevista ao site da Fórmula 1, o francês tetracampeão mundial relembrou um pouco da história ao lado do brasileiro, que neste sábado, 21 de março, completaria 60 anos.

"Até hoje, quando se fala de Senna, fala de Prost, e vice-versa. Ele é parte da minha vida e da minha carreira. Nós corremos juntos, não por muito tempo, como colegas de equipe por dois anos. Foi muito bom. Quando você tem esse tipo de rival e de luta, você se coloca em outro nível", disse Prost.

Os dois foram colegas de equipe na McLaren por duas temporadas, em 1988 e 1989. Cada um venceu um título, mas o que ficou marcado foi a convivência turbulenta naquela que era a melhor escuderia da época. Prost falou do assunto e disse que só foi entender a postura de Senna anos depois.

"Quando corremos juntos, foi um período muito duro e intenso. Houve muitas coisas boas e muitas coisas difíceis. Depois que me aposentei, seis meses antes do acidente dele, descobri outra pessoa, outra personalidade. Aí então entendi como ele era, como ele era quando estava correndo contra mim e entendi que eu era sua motivação. E que ele estava perdendo a motivação de correr", lembrou o francês.

O ápice da rivalidade entre Prost e Senna foi entre as temporadas de 1989 e 1990, quando ambos decidiram o título mundial em Suzuka, no Japão. No primeiro ano, um acidente entre os dois deu o título ao francês, manobra que o brasileiro deu o troco meses depois.

A reaproximação aconteceu a partir do fim de 1993, quando Prost, já aposentado, virou comentarista e virou um dos amigos de Ayrton Senna no circuito. O "Professor", como era chamado o piloto francês, lembrou com carinho da convivência nos últimos meses de vida do brasileiro.

"Nos ficamos muito próximos nos últimos seis meses, muito próximos. Nos encontrávamos com muita frequência. É por isso que não gostei do filme do Senna, porque não mostrou a real história do nosso relacionamento nos últimos meses. É um grande arrependimento da minha vida, não mostrar como foi esse relacionamento para o mundo. É o que eu sinto falta em Ayrton".

Senna morreu em um acidente no Grande Prêmio de Ímola, em San Marino, no dia 1º de maio de 1994. Tricampeão mundial pela McLaren, ele era piloto da Williams, carro dirigido pelo mesmo Prost um ano antes, na conquista de seu último título.