Psycho, capitão da Ninjas in Pyjamas, falou sobre a evolução da equipe campeã do Six Invitational do último ano, o quão preparadas as representantes brasileiras estão para dominar de novo e as representantes do APAC
Mais uma vez um campeonato internacional de Rainbow Six Siege está sendo sediado na Suécia, mais uma vez o Brasil manda seis equipes de peso para tentar dominar o mundo. FaZe Clan, MIBR, Team Liquid, Team oNe, Ninjas in Pyjamas e FURIA são as equipes que novamente representam o território tupiniquim no Six Invitational 2022, entretanto, o dia de estreia do campeonato não teve um começo bom para os brasileiros: derrota tanto para a NiP quanto para a Team oNe - ambas para equipes coreanas.
O ano de 2021 foi perfeito para o cenário nacional do FPS da Ubisoft: o Brasil fechou o ano colocando três equipes para levantar a taça dos três campeonatos internacionais que aconteceram ao longo do ano, com todos esses ainda recebendo pelo menos mais uma outra equipe brasileira no pódio - no Invitational, por exemplo, foram três equipes brasileiras no Top 3.
O Rainbow Six brasileiro se dirige para mais um ano competitivo, mas agora buscando manter-se no topo enquanto todos estão com os olhos vidrados para cada movimento. Psycho, capitão da Ninjas in Pyjamas e eleito o melhor atleta de esports do último ano pelo Prêmio Esports Brasil 2021, fala sobre como vê as chances da região brasileira de garantir o título de mais um mundial e continuar a caminhada vitoriosa.
“Acho que as equipes brasileiras estão tão bem preparadas quanto no ano passado. Talvez não levaremos todos os campeonatos, mas acredito que dois devemos levar durante o ano. Cedo ou tarde o Brasil vai ganhar outro, querendo ou não temos os melhores jogadores do mundo e temos muito potencial de fazer um ano dominante de novo”, observa o capitão da equipe atual campeã mundial em resposta ao ESPN Esports Brasil durante coletiva de imprensa.
Visando colocar-se no topo novamente após o tropeço por 3 a 2 no Major da Suécia, que teve a FaZe Clan como campeã, Kamikaze acredita que é hora de se reinventar e não focar naquilo que foi feito no passado para que as chances aumentem e revela que a NiP já tem uma carta na manga para isso.
“O Rainbow Six vem se atualizando bastante, então se fizermos a mesma coisa do ano passado vai ser prejudicial e se eu revelar o segredo aqui, não seremos campeões”, respondeu o jogador.
E A @LiivSANDBOX VENCE O JOGO DE ESTREIA NO #SixInvitational 2022!
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Além de renovar estratégias, a Ninjas in Pyjamas também teve um ano inteiro para evoluir como equipe e, segundo Psycho, a experiência adquirida no último ano de domínio brasileiro tem sido a principal mudança para que a equipe chegue forte neste ano, além de enxergar o talento individual de seus companheiros de equipe como um ponto forte da NiP.
“Acho que principalmente conseguimos muita experiência né, querendo ou não disputar todos os campeonatos internacionais pra gente é sempre bom, por mais que já sejamos um time muito experiente. Estamos tentando nos adaptar ao meta, a verdade é que todos os outros times mudaram muito e mudaram a forma de jogar”, falou o capitão sobre a evolução da equipe.
“No último mundial criamos uma nova tendência que nos tornou muito dominantes, mas nesse todos os times estão entendendo como jogar contra isso. O principal ponto que pode nos fazer ser fortes é principalmente o talento individual, todos os cinco jogadores são muito bons, enquanto em outros times têm três ou quarto e outros que não se destacam tanto. No nosso time os cinco podem se destacar muito na partida”, observa.
UMA NOVA AMEAÇA
Apesar dos brasileiros estarem preparados, com a mudança de ano e chegando cheios de experiência, as oposições também mudam. Enquanto os anos anteriores a 2020 trouxeram as equipes norte-americanas e europeias como principal ameaça para as representantes verde e amarelas, 2021 foi o ano em que uma nova região se estabeleceu como um perigo aos brasileiros.
“Os coreanos também estão vindo para bater de frente com a gente [...] acho que eles são nossa maior ameaça atualmente”, observa Psycho.
Oi, Deus, sou eu dnv...... NÃO AGUENTO MAIS A APAC 😱😱😱#SixInvitational pic.twitter.com/K8CwFcMLzw
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Uma região emergente, com um estilo de jogo agressivo e que tem pouco material para ser estudado. É assim que pode-se ver a atuação das equipes do APAC nos últimos campeonatos internacionais. Apesar de poucas aparições internacionais, as equipes asiáticas ainda sim possuem uma liga própria e que pode render um bom material para estudo das equipes.
No entanto, as representantes da região seguem aparecendo nos campeonatos e pegando diversas equipes de surpresa com seu estilo de jogo. Quando perguntado sobre se existe uma soberba de todas as outras regiões em cima do APAC devido ao fato de terem emergido a pouco tempo, Psycho acredita que não e explica um pouco mais sobre estudar a região.
“Não é uma soberba, mas como é uma das regiões que mais muda os times que estão participando dos campeonatos internacionais acaba que, geralmente, uma equipe de lá joga um ano e depois fica meses sem jogar, então ficamos sem informações deles em campeonatos internacionais. Acaba que às vezes analisamos o mapa de algum time e ele só jogou um mapa faz um, dois anos, então fica muito difícil ter informação deles”, analisa.
“Só a DAMWON que está contrariando, já apareceu em três campeonatos internacionais seguidos, então conseguimos ter mais informação e entender como eles jogam, só que mesmo assim é difícil jogar contra eles”, conclui.
Ainda que os coreanos possuam um estilo de jogo taxado como imprevisível por muitos dos atletas que jogam contra os representantes da região, eles possuem algo muito similar aos brasileiros: a agressividade. Historicamente, é visível que as equipes brasileiras quando se encontram em palcos internacionais apresentam partidas mais acirradas e complicadas.
Psycho fala o quanto essa similaridade dos estilos de jogo pode dificultar os confrontos pros brasileiros: “Eles se apoiam muito no próprio estilo de jogo deles, são jogadores muito habilidosos e muito bons mecanicamente, isso favorece muito eles, assim como nós brasileiros. Eles têm um estilo de jogo bem parecido [com o do Brasil] diferente de outras regiões, como América do Norte e Europa, então com certeza a agressividade colabora para eles”.
