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CSGO: 'Meu destino é jogar contra os melhores', crava Honda sobre seu primeiro presencial

A FURIA volta a se apresentar presencialmente na IEM Cologne 2021 Inga Merling/FURIA

A equipe da FURIA, que nos últimos anos passou a ocupar o posto de organização brasileira que mais traz resultados positivos internacionalmente, depois de um breve hiato voltará a competir presencialmente nesta quinta (08). Após assistir MIBR e Team oNe serem desclassificadas durante o Play-In da IEM Cologne 2021, os brasileiros passaram a contar com apenas os Panteras como representante tupiniquim no campeonato.

A tempos esperam para sentir novamente o calor de estar nos palcos competindo, a adrenalina e a emoção de jogar frente a frente contra os melhores do mundo e de se apresentar para uma legião de fãs apaixonada pelo CS:GO por conta da pandemia causada pelo COVID-19. Já faz mais de um ano que não sentem essa sensação e, eventualmente, a equipe iria se desacostumar.

De olhos em fazer com que os jogadores chegassem ao grande momento em sua melhor forma, principalmente após uma grande mudança no elenco com a chegada de Honda à titularidade, Guerri optou por usar todas as ferramentas que teve em sua frente, principalmente campeonatos pequenos.

“A preparação está sendo muito produtiva. Aceitei participar de campeonatos menores (Spring Sweet Spring e Elisa Invitational) como parte da preparação para volumar situações de campeonato para evoluirmos o mais rápido possível neste curto espaço de tempo”, comenta o treinador da FURIA em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

Sem muitas oportunidades de mostrar aos fãs a nova equipe, com poucas partidas sendo transmitidas aqui e ali, as expectativas para ver o coletivo brasileiro dentro de jogo com a nova formação está alta e “o clima do time está ótimo, todos trabalhando muito, se dedicando e se ajudando para evoluir”, segundo o próprio Guerri.

Não só a IEM Cologne 2021 marca o retorno de alguns campeonatos da modalidade ao formato presencial, mas também é um grande marco para a vida do mais novo titular da equipe, Honda. Iniciando sua carreira competitiva ainda no último ano em meio a uma pandemia, o brasileiro poderá pela primeira vez sentir o gostinho de competir cara a cara contra aqueles que antes eram seus ídolos.

Neste momento de importância, ainda mais levando em conta que a FURIA é a única equipe brasileira viva na competição, o preparo psicológico é uma peça chave para que o desempenho, tanto coletivo quanto individual, não caia por conta de toda a pressão.

Aos seus 20 anos (e relativamente inexperiente), Honda sabe que é um momento de grande pressão, mas como sempre mantém-se confiante.

“O psicológico está bem tranquilo, acho que meu destino é jogar contra os melhores e maiores times do cenário, como foi na minha estreia pela Blast. Sobre o presencial, acho que vai ser apenas algo mais empolgante para mim, creio que não mudará nada sobre a pressão posta em nós, pois estamos acostumados a jogar juntos”, crava Honda com uma confiança ímpar.

O primeiro confronto da FURIA acontece nesta quinta-feira (08) às 15h (horário de Brasília) contra a francesa Team Vitality. A série melhor de três será transmitida através dos canais oficiais do campeonato e também no canal do streamer Gaules.

“A sensação [de voltar a competir presencialmente] é maravilhosa! A adrenalina que sentimos quando jogamos no palco ou no estúdio é sensacional, espero que aos poucos tudo volte ao normal e que possamos jogar vários campeonatos presenciais”, conclui Guerri.