Com um começo de ano turbulento, a paiN Gaming garantiu sua vaga no Masters depois de eliminar a novata Rise Gaming durante o último qualificatório do Valorant Challengers brasileiro e agora corre atrás de conseguir alcançar o título que deixou escapar durante o First Strike.
Depois de adiar o anúncio de sua line por meses, a equipe chegou no competitivo com um elenco e forte que trazia consigo a força para poder se destacar. Grande nome do Overwatch, Murizzz foi o responsável por guiar os Tradicionais em direção ao sucesso - tanto como NOORG 2.0 (nome com o qual a equipe atuou por bom tempo) quanto como paiN Gaming.
Conquistando o coração dos espectadores com sua Jett agressiva, o capitão mostrou ao cenário que a chegada no título era definitiva. Chegou ao principal campeonato do ano em uma posição que não estava acostumado, por conta da chegada de Veroneze, e quase sentou no trono.
Vice-campeões. Esse foi o título conquistado pela paiN durante o First Strike, fechando o ano com chave de ouro. Mas o começo de 2021 não foi tão animador assim.
[VALORANT]
— paiN Gaming (@paiNGamingBR) March 7, 2021
ESTAMOS NO MASTERS BRASIL 💥💥
GGWP, @RiseGamingBR! 👊
Em mais uma noite de revanches, dessa vez levamos a melhor vencendo a Rise por 2x0 numa SÉRIE LINDA DE SE VER!#GOpaiN pic.twitter.com/ss9PzNw3OZ
Mudanças no elenco, resultados inconstantes e muita dificuldade. O anúncio do primeiro elenco demorou para acontecer por um motivo, porque essas mudanças de jogadores não teriam um? Tudo tem um motivo.
“A gente tava meio inconstante na época, conseguimos mandar bem no First Strike, tivemos boas performances individuais e crescemos bastante na lan, mas estávamos com alguns problemas nos treinos (...) rolavam coisas que eram difíceis de lidar”, conta o capitão Murizzz em entrevista ao ESPN Esports Brasil.
Foi quando aconteceu a saída de Veroneze, que fazia a posição que sagrou Murizzz como um dos grandes duelistas brasileiros e Txozin passava por problemas. Ryotzz e Pepa chegaram para completar. Mudar era necessário.
MUDANÇAS NECESSÁRIAS
Buscando deixar o núcleo do time o mais confortável possível, a organização foi atrás de jogadores que pudessem completar as funções que faltavam para que esses pudessem atuar da forma mais cômoda possível e que “no longo termo não tivesse os problemas que teve no ano passado”.
Mesmo com o sucesso passado e com os jogadores em suas posições mais confortáveis, durante o começo do ano a equipe viu-se no mesmo barco que Gamelanders e Vorax. Demoraram a engrenar e aos poucos viram equipes que antes não obtiveram sucesso ou até mesmo não existiam, os deixando pelo caminho.
Uma boa adaptação é um ponto forte para qualquer time, mas nem sempre ela funciona.
“Quando você faz um time do zero você vai criando as coisas junto e se conhecendo (...) quando você pega um time que já ta a um bom tempo junto, rola uma mudança que a gente ainda tava tentando se adaptar e rola mais uma, aí aquilo de adaptar já não funciona mais”, observa.
Passando pelo momento ruim de cabeça erguida, Murizzz estava de volta a sua posição de ofício. Então era só questão de tempo até arrumar a casa.
“Me sinto muito confortável na função que eu estiver fazendo, mas é sem dúvida nenhuma que na função da Jett é o que eu mais consigo me sobressair. O pessoal fica muito confortável comigo nessa função, rushando e chamando o jogo, colocando todo mundo pra cima. Acho que o time tá mais confortável agora”, observa Murizzz sobre o encaixe da equipe.
Derrota para a Rise Gaming, dois a zero contra a FreeAgents e vitória na revanche contra a Rise durante a final da lower. Mantendo a tradição, o capitão conseguiu arrumar a casa no último segundo e assinou o nome da paiN Gaming com sangue na lista de participantes do Masters.
A HORA DA VERDADE
Treinando sem parar, os tradicionais se preparam para deixar a má fase para trás e ter um bom desempenho no importante evento. Chegou o momento da inovação e de tirar tudo do papel e transferir para o servidor. Chegou o momento de provar para si mesmo que não foi tudo em vão.
“A gente tá sempre buscando coisa nova, se preparando nos mapas. Nossa preparação duas semanas atrás vinha mais no básico, queríamos fazer bem e ainda não deu tempo de colocar tudo dentro de jogo, mas a gente tá começando a criar coisas novas e diferentes”.
A equipe sangrou muito para chegar onde chegou, e não planeja desperdiçar a oportunidade. Uma pitada de anti-tático ali, uma colher de adaptação em coisas novas aqui. E assim a equipe se prepara para o primeiro confronto do campeonato: sem medo, mas sabendo que o caminho é sofrido.
Sem olhar muito para o futuro, o capitão prefere manter seus pensamentos e concentração focados em sua primeira oponente, Vorax. É óbvio que o campeonato está repleto de grandes oponentes, mas focar apenas no primeiro sem se preocupar com o que pode vir no futuro é a melhor decisão.
Errar não é um luxo que a paiN Gaming pode se dar durante o confronto.
“A Vorax, é o time que a gente vai pegar primeiro e eu não posso pensar na Gamelanders ou na FURIA que tá do outro lado, sem antes pensar no time que realmente vai jogar contra a gente e dar um trabalho danado para conseguir passar. É um time muito completo e estão juntos a bastante tempo, então eles tem bastante coisa”, comenta focado.
A equipe passou por problemas durante o final do ano passado e também passou por problemas no começo desse ano. Mudanças, a dificuldade de construir uma confiança em meio à escassez de torneios e resultados pouco animadores.
A longa jornada apenas começou e os tradicionais também. Conquistando confiança um no outro com o decorrer dos campeonatos, o elenco chega para o campeonato totalmente diferente de como começaram o ano. Focados, confiantes, confortáveis e dedicados. Assim que entram para o confronto contra a Vorax neste domingo.
