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CSGO: BOOM liga o alerta para possível perda de pontos RMR

Equipe mais vencedora do cenário brasileiro de Counter-Strike: Global Offensive em 2020, a BOOM Esports pode sofrer sua primeira grande derrota neste ano - mas fora dos servidores. A organização está sujeita a perder os pontos conquistados do Regional Major Ranking (RMR) por conta de uma punição aplicada pela ESIC que respinga na equipe.

Isso porque o técnico Apoka está entre os 37 treinadores banidos pelo órgão em decorrência do “bug do coach”. Ele foi suspenso por 5 meses e 12 dias.

Ao todo, oito brasileiros foram punidos. A lista foi divulgada pela própria ESIC nesta segunda-feira (28), como você pode ver clicando aqui.

No caso de Apoka, a ESIC verificou que o glitch aconteceu no dia 24 de abril em meio à partida da BOOM contra a Isurus Gaming válida pela ESL One Road to Rio - o primeiro torneio sul-americano que rendeu pontos para o Major.

O próprio treinador veio a público se defender e afirmou que não usou o bug para beneficiar seus comandados durante a rodada em questão.

Ainda assim, a ESIC tem usado como critério a não desconexão do técnico investigado quando o erro in-game acontece - caso de Apoka.

A BOOM ligou o sinal de alerta porque é uma situação semelhante a que MIBR viveu também por conta do “bug do coach”. A ESL investigou o ex-treinador dead e viu que o glitch acabou acontecendo em partidas válidas por Road to Rio e cs_summit 6. Ele se defendeu, mas posteriormente aceitou a decisão tomada também pela ESIC. A MIBR, por sua vez, teve seus pontos RMR zerados já que as duas competições faziam parte do circuito classificatório ao Major.

Em contato com a reportagem do ESPN Esports Brasil, o manager da BOOM, Eduardo Góes, disse que a organização já reuniu provas para contestar qualquer decisão nesse sentido que parta da Valve, que é a única responsável sobre os pontos RMR.

“Reunimos provas que deixam extremamente claro que não houve vantagem alguma nos eventos ocorridos no Road to Rio e que agimos da maneira correta com base no definido pela ESIC, inclusive recebendo feedback de admins do campeonato que não haveria problema algum”, explicou o manager, que ainda afirmou ter prints e outras formas de comprovação para a defesa.

“Como a ESL e a ESIC estão juntas nessa decisão, estamos mantendo contato com eles para tratar disso também, mas o sentimento que reina é o otimismo”, assegurou.

OS PONTOS RMR

No presente momento, a BOOM lidera o classificatório sul-americano com 1.600 pontos. A pontuação se deu graças ao título do Road to Rio em cima da Isurus.

Em decorrência de trocas nos elencos dos respectivos concorrentes à vaga para o Major, a vantagem da BOOM aumentou mesmo sem nenhuma partida disputada até então. A vice-colocada Isurus, por exemplo, foi de 1.500 para 900 pontos por causa de alterações na line-up.

O mesmo aconteceu com Imperial (1400pts > 840pts) e RED Canids (1.300 pts > 780 pts), que são, respectivamente, terceiro e quarto posicionados.

Todas essas equipes, além de Sharks e Vivo Keyd, estão na disputa do Tribo to Major, que é o último classificatório rumo ao Major. Pivô da polêmica toda, a BOOM entrará nos servidores ainda nesta segunda diante da VK, às 19h30 (de Brasília).

FUTURO DE APOKA

Desde a decisão tomada pela ESIC, Apoka se mobilizou no Twitter e em seu canal na Twitch para explicar sua versão dos fatos. De qualquer forma, o treinador aceitou a punição e chegou até mesmo a deixar o cargo como técnico à disposição se for o melhor para a BOOM.

Com o banimento, Apoka está proibido de desempenhar suas funções como coach junto ao elenco durante campeonatos oficiais contemplados pela ESIC - ou seja, torneios via ESL, DreamHack e BLAST. Ele não pode ter nenhum contato com os jogadores, estando proibido de estar junto fisicamente (GH, por exemplo) ou em algum servidor como Discord ou TS.

Não há nenhuma restrição no dia a dia da organização, contudo. Mesmo com a posição de Apoka, a BOOM não pretende se desfazer dele. De acordo com Eduardo Góes, a organização nem considera o afastamento. “Nosso desejo é a permanência dele.”

No momento, a BOOM espera por algumas decisões tanto de ESIC como ESL para poder dar um desfecho nessa parte da história. “Estamos aguardando o posicionamento oficial da ESIC e da ESL em alguns aspectos os quais estamos tratando diariamente diretamente com os responsáveis do órgão.”