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Mulheres no FIFA: Teca é a primeira jogadora profissional brasileira da Astralis

Teca é jogadora profissional de FIFA pelo Future FC, da Astralis Divulgação/Future FC

Em novembro de 2019, a Astralis anunciou a contratação da jogadora brasileira Teca para o Future FC, seu time de FIFA 20. Ao lado do israelense Roee Feldman e do Dinamarquês Fatih Üstun, ela representa o simulador de futebol em uma das organizações de esports mais bem sucedidas do mundo.

No novo time há cerca de seis meses, a paixão de Teca pelo FIFA só aumenta — mas ela vem de muito antes de sua contratação na nova equipe. Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, a paulistana Stephanie Luana contou que sempre gostou de futebol, e que viu futuro no FIFA quando começou a destacar-se, principalmente no Ultimate Team.

“Jogo FIFA desde os 10 [anos] e sempre joguei para me divertir, porque o futebol é uma das minhas paixões”, diz a jogadora. “Nestes últimos anos, tenho tido uma constante evolução e fui melhorando e aprendendo a cada dia. Comecei a conseguir Elite na Weekend League e, com a ajuda de várias pessoas, comecei a ter um grande reconhecimento do meu trabalho”, relembra Teca.

A jogadora conta que seu estilo de jogo é focado na questão ofensiva. “Utilizo a formação 4231 (2) porque, para mim, é equilibrada entre ataque e defesa. Minha estratégia depende do meu adversário. Em alguns jogos, busco abrir o placar primeiro. Em outros, prefiro esperar meu adversário e contra-atacá-lo. Nos atributos, gosto de atacantes, meias e pontas baixos e rápidos, e volantes e laterais com bom físico e ritmo, assim como os defensores”, diz a profissional.

O convite para a Astralis veio em decorrência de seu esforço. Em março de 2010, o torneio de Counter-Strike BLAST Pro Series, na época administrado pelo mesmo grupo que sua organização, teve sua edição em São Paulo. Ao anunciar Teca, o diretor de esports Kasper Hvitd afirmou que deparou-se com a jogadora nesta passagem, em que identificou nela “todas as qualidades de um jogador profissional”.

Para ela, seu diferencial para chamar a atenção de seu time foi a busca de evolução constante, além de “talento para atuar no cenário de Fifa”. Apesar de atuar de São Paulo, Teca tem apoio remoto da Astralis, e realizou um bootcamp em Copenhagen para que entendesse mais sobre rotina de treinos e mindset de atleta.

A paulistana tem ainda contato diário com seus colegas de equipe, Üstun e Feldman. “É gratificante para mim fazer parte da equipe do Fatih e o Roee, eles são uma inspiração e tenho aprendido muito com eles. O Future FC é uma equipe maravilhosa e os agradeço por estar me proporcionado isso”, diz.

Apesar do cenário feminino de esports ser uma realidade entre outras modalidades, ainda é muito raro ver mulheres jogando FIFA profissionalmente. Teca entende que é, sim, uma pioneira: “sou a primeira menina brasileira em uma equipe profissional da Astralis”.

Ela acredita que pode tornar-se um exemplo para que outras garotas também passem a se destacar no FIFA. “À medida que outros times sejam capazes de olhar para as meninas que desejam seguir o sonho na carreira de Esports, esse mercado tenderá crescer e [as mulheres] se tornarão cada vez mais presentes”, afirma.

Teca finaliza dizendo que espera que o cenário feminino “cresça cada vez mais, fazendo com que as mulheres estejam presentes nos campeonatos”.