<
>

ESL estuda 'penalizar' torcida por favorecer times em campeonatos; Major do Rio pode ser afetado

Será que medidas vão cair bem em torneios no Brasil? Lucas Spricigo / Draft5

O campeonato de Counter-Strike: Global Offensive que finalizará a 14ª temporada da Intel Extreme Masters (IEM) será um pouco diferente dos realizados até então pela ESL. Nele, a empresa testará medidas junto à torcida que comparecerá em Katowice, na Polônia, para que o barulho produzido pela mesma não seja utilizado pelos participantes como vantagem em momentos decisivos das partidas.

Basicamente, o que a organizadora de eventos de esportes eletrônicos quer é educar a torcida para que ela não influencie nos jogos. Para isto, a ESL estabeleceu normas de etiqueta que vão desde o silêncio do público em lances cruciais até mesmo desligar o Raio-X do CS na transmissão voltada para aqueles que estão assistindo os confrontos diretamente do local de competição.

De acordo com o vice-presidente de esports da ESL, Michal Blicharz, a ESL exibirá as normas de etiquetas criadas por meio de vídeos mas com responsáveis pela organização da IEM Katowice também conversando com a torcida presente no local quanto o que é apropriado fazer e o que não é.

"A presença de uma torcida nos locais de competição muda a maneira como os jogos são jogados. Não é o mesmo jogo que você ou eu jogaos de casa e não deveria ser. Não há como voltar para trás. Porém, os jogadores que encontram informações por meio do grito dos fãs também não são como deveriam. Torcer antes de alguém morrer pela faca, torcer por coisas que o jogador não deveria ser capaz de ver, são momentos em que a plateia espera até que a ação seja feita", opina o executivo.

Michal lembra que em modalidades dos esportes tradicionais como golf, sinuca e tênis "a torcida sabe como se comportar, quando se deve torcer e quando não se deve. Queremos estar no mesmo lugar com o Counter-Strike".

A novidade apresentada pela ESL pegou de surpresa a comunidade do CS, que se dividiu entre aqueles que acharam a ideia boa e os que não acharam, este último grupo contando com brasileiros que trataram de lembrar o comportamento da torcida local tendo em vista que, se as medidas de etiqueta funcionarem, impactará no comportamento daqueles que vão assistir o Major no Rio de Janeiro diretamente da Jeunesse Arena.