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Wood7 prega respeito à paiN, mas avisa: 'Se não nos respeitarem, vamos passar por cima'

Rufus é único time do circuito Dell que conseguiu se classificar para a GC Masters IV Lucas Spricigo / Draft5

Único integrante do circuito Dell de Counter-Strike: Global Offensive a se classificar para a quarta edição da Gamers Club Masters, Team Rufus estreou no Major brasileiro mostrando a todos o cartão de visita ao vencer os "irmãos" da Red Canids Kalunga no confronto que abriu o torneio, nessa quinta-feira (12).

Vitória está que deu moral ao time, mas não ao ponto do Rufus achar que é o melhor elenco da Matilha. Foi o que falou o treinador do "time B", Xamp, ao ESPN Esports Brasil.

"Uma partida md1 não define quem é o melhor time. Se pegarmos a Red numa semifinal ou numa decisão e ganhar essa md3, aí sim poderemos falar que estamos vivendo um melhor momento que eles. Mas também não dá para tirar o mérito deles já que estão na decisão do Brasileiro, um dos campeonatos mais disputados do País", opinou o treinador.

De forma lúcida, Xamp complementou afirmando que "de forma alguma somos melhores do que eles. Temos que manter a humildade para a equipe contiuar crescendo e, assim, vencendo uma md3, dizermos que estamos vivendo um melhor momento. Mas não significa que somos melhores".

Mas falando propriamente sobre a partida, Xamp afirmou que o Rufus se "preparou muito" para enfrentar o time "irmão". "Queríamos muito ganhar a partida, desde a fase de escolha do mapa até a leitura de como eles jogam. Estávamos prontos para ganhar deles porque era importante para o nosso motivacional", revelou.

Além do duelo contra Red Canids, Rufus também enfrentou Isurus Gaming pela Fase de Grupos. Nesse confronto, contudo, a equipe não conseguiu sair com o resultado positivo e sem a vaga direta para a semifinal. Mas ao final do dia, o balanço que o capitão do time, Wood7, fez foi "positivo".

"Chegamos aqui sendo considerados underdogs, apesar de saber de toda a capacidade do meu time, que é a mesma de todas as outras equipes. Tivemos um jogo muito bem contra a Red, que com certeza está entre os quatro melhores do País, e tivemos um desempenho bom contra o Isurus num mapa que estávamos muito confiantes, mas tivemos decisões erradas", analisou o jogador.

Na opinião de Xamp, não há algo que tenha faltado diante Isurus. O treinador acredita que os argentinos "vieram muito bem preparados, conseguindo controlar muito bem de CT e o nosso TR não surtiu muito efeito. Eles batiam nas pontas e conseguiam pegar as kills. Em vários momentos, até conseguimos os first kills, mas alguns rounds, por algum segundo de deslize, desandavam. Foi mérito total dos caras".

GC MASTERS: A VITRINE PARA O RUFUS

Por saber que precisa encontrar uma nova organização para disputar a próxima temporada do circuito Clutch por conta da regra que proíbe duas equipes de uma mesma organização, o Rufus está usando a Gamers Club Masters de vitrine para se mostrar aos outros clubes, de acordo com Xamp e Wood7.

"A GC Masters, talvez até mais que o Brasileirão, dá mais visibilidade no cenário. Possui a subtag de ser o Major brasileiro, a pegada que o campeonato possui faz com que a comunidade goste mais dele, que tenha mais gente asssitindo. Estar aqui, sem dúvida, ajuda muito a divulgar o time para conseguirmos ma nova organização, que é o nosso foco", apontou o jogador ao ESPN Esports Brasil.

O treinador do Rufus revelou que a equipe também está usando a GC Masters como uma forma de preparação para o próximo Clutch. "Como é o primeiro presencial de alguns aqui, o pessoal pode sentir um pouquinho do começo do jogo, questão de animação e sentir os times. Estamos usando o torneio para treinar, para sentir a pegada do LAN. Lógico que viemos com o objetivo de ganhar o torneio, mas é mais um preparatório para o Brasileirão para que a gente chegue entendendo como os times jogam", explicou.

IMPONDO RESPEITO

Ao ser questionado como é ser o único time do circuito Dell que conseguiu chegar na GC Masters, Wood7 afirmou que o fato não colocou uma pressão extra no Rufus por estar sentindo que os adversários não estão respeitando o time o qual lidera: "Provavelmente não nos estudaram. Acreditam que na outra liga só tem time ruim e que só viemos aqui para apanharmos. Mostramos para o primeiro time que não nos respeitou, que a gente veio para não perder para ninguém. Se a paiN nos desrespeitar também, vamos passar por cima. Se o time não nos respeitar, vamos fortes".

O jogador concordou que os bons jogos apresentados no primeiro dia do torneio, sobretudo a vitória contra a Red, "foi nosso cartão de visitas porque rola muito de times que são de campeonato maior desrespeitarem aqueles que estão em divisões inferiores. Mas todo mundo aqui treina, tem uma jornada de 8 a 10 horas por dia. Então, não possuem motivos para sermos considerados times inferiores".

TUDO OU NADA CONTRA PAIN

Por ter terminado a Fase de Grupos na segunda colocação do Grupo A, Rufus entrará no mata-mata pelas quartas de final. O adversário do "time B" da Matilha será a paiN Gaming, equipe que não confirmou o favoritismo lhe dado e fechou a 1ª fase em último do Grupo B.

Apesar do início ruim do oponente, Xamp duvida que a paiN está morta. O treinador do Rufus lembrou que na última edição da GC Masters, o adversário desta sexta-feira (13) "também começou mal, mas quando enfrentou Reapers nas quartas, o time hypou e ganhou o campeonato. Acho que eles vêm num momento de recuperação porque [acabaram de trocar um jogador] e uma troca é uma troca. Tirar o tatazin, que era um cara que estava na base há muito tempo e botar o NEKIZ, tem que se readaptar ao jogador e isso demanda muito tempo. Acredito que vai ser um jogo aberto. A paiN não está morta. Vamos enfrentar os caras os respeitando, mas com certeza que é possível [vencê-los]".

Wood7 seguiu a mesma linha do comandante: "Acredito que temos que respeitar a paiN pelo histórico que possuem". O jogador também bateu na tecla da reviravolta feita no último Major brasileiro pelo próximo oponente e revelou que enxerga o Rufus como o Reapers dessa edição da GC Masters. "A única diferença é que eles tremeram na 'hora H'. Vamos dar o nosso melhor para não acontecer a mesma coisa", prometeu.

Sobre não amarelar ao ficar frente à paiN, o capitão do Rufus apontou que "vamos estudar o time deles da melhor maneira", falou sobre a confiança própria que a equipe possui e revelou o trabalho que está sendo feito junto a psicológica Alessandra Dutra. "Mentalidade não falta para o nosso time", deixou claro em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

Ao ser questionado sobre o que uma vitória diante a paiN representaria para o Rufus, wood7 respondeu que "coroaria todo o nosso ano, tudo o que passamos antes do Clutch começar". Mas o jogador tratou de avisar que não se trataria do último passo do time na GC Masters.

"Acredito que não seria nosso último ano. Não estaria satisfeito só com isso. Quero ir para uma semifinal e ganhar seja lá quem for. É o jogo mais importante, para encerramos e coroarmos nossa temporada, mas não é o nosso final na GC Masters", finalizou.

O confronto entre Rufus e paiN Gaming está marcado para às 16h (de Brasília), sendo o responsável por abrir o mata-mata da Gamers Club Masters. Para ficar ainda mais por dentro de tudo o que está rolando no Major brasileiro, confira nossa cobertura.