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Akkari rebate rumores e garante que Furia não ficará com vaga do CNB no Circuitão

Akkari e Ronaldo quando ingressaram como sócios do CNB CNB e-Sports Club

Desde que o CNB e-Sports Club colocou à venda a vaga que lhe pertence na primeira etapa do Circuito Desafiante 2020, no início deste mês, a comunidade vem discutindo a possibilidade da Furia comprar pelo fato de ambos os clubes possuírem André Akkari de sócio. Mas, em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o empresário garante que “não existe essa chance”.

“Se algum dia aparecer alguma oportunidade para a Furia entrar [no League of Legends] ia ser muito bacana porque o jogo é gigante. Se o Jaime [CEO da Furia] decidisse que era um caminho importante, eu iria apoiar. Mas não pelo caminho da vaga do CNB. Se um dia a Furia entrar, não vejo sendo pelo Desafiante. Gostaríamos que entrasse pelo CBLoL. Não vejo nenhuma oportunidade agora e não tem essa chance de comprar a vaga do CNB”, afirma Akkari.

Conhecido no mundo do poker, principalmente pelo bracelete que conquistou na edição 43 do World Series of Poker (WSOP) em 2011, André Akkari se tornou sócio do CNB em março de 2017 ao adquirir - junto com ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e o diretor-executivo da Brazilian Series of Poker (BSOP) Igor Trafane Federal -, 50% da organização de esporte eletrônico.

Akkari conta que o investimento inicial feito nos esports é consequência do amor que possui pelo ambiente competitivo: “Ter a história de competir numa liga de League of Legends em alta performance é uma das coisas que me excita. Sempre gostei de fazer investimentos que tivessem dentro do meu poder, que não fosse mais alto do que eu poderia, e o CNB se encaixou num modelo legal. Sempre tive muita vontade de fazer parte disso, de poder entrar e viver essa adrenalina da performance, da competição e da elaboração do time. Vi no CNB uma oportunidade boa e o esport parecia uma boa solução para eu diversificar meus investimentos.

O empresário revela que conheceu os dois fundadores do CNB, os irmãos Cleber Fonseca e e Carlos Júnior, num curso de poker que promoveu no interior de São Paulo. “Tiveram aula comigo e falaram o que faziam. Não entendia muito de esports na época, mas criamos uma mega amizade. Sempre gostei de jovem empreendedor e gosto de me aproximar desse tipo de pessoa”, conta.

Sobre o investimento que fez no CNB junto com Ronaldo e Igor Trafane, Akkari explica que foi “simplesmente como um asset. "Foi um investimento do tipo acreditar que no futuro ia ter uma perspectiva boa de negócio e a gente começar no momento anterior seria uma sacada diferente".

O jogador de poker garante que ainda continua sendo sócio do CNB, assim como Ronaldo, mas revela que está avaliando se "continuo ou busco outro rumo como consequência do CNB não ter mais aquela competição no LoL, de acordo com a decisão do Cleber e do Júnior. Estou junto a eles por enquanto, mas estou avaliando. Se eu tomar decisão diferente dessa, é uma decisão estratégia de futuro".

“A questão é só o interesse em termos de performance. Gosto muito de participar do competitivo. Estamos debatendo, conversando quais são as ideias e possibilidades dos negócios. Se as possibilidades casarem com o que eu acho legal [eu continuo], se não se casarem eu vou me afastar”, explica.

Akkari, contudo, afirma que ainda não sentou para conversar com os fundadores do CNB para falar sobre o futuro

INVESTIMENTO NA FURIA

A entrada de Akkari como sócio da Furia aconteceu poucos meses depois do investimento feito pelo empresário no CNB.

Ao ESPN Esports Brasil, o empresário afirma que avisou os outros sócios do CNB desde que a oportunidade de investir na Furia surgiu: “Quando fui fazer o investimento na Furia, já estava no CNB e naquele momento o Cleber e o Júnior demonstraram nenhum interesse de entrar no CS:GO. Quando apareceu a oportunidade, a levei para todo mundo. Falei ‘estou fazendo isso daqui e, partindo do princípio que vocês não têm interesse, então não tenho nenhuma preocupação de estar fazendo alguma coisa que CNB poderia fazer’. Todos sabiam desse investimento e ninguém ficou preocupado com isso. Mas não tinha nada contratual e nem precisava. As coisas são éticas”.

Akkari finaliza dizendo que não levou a ideia para o CNB de investir no Counter-Strike “porque CNB sabe muito mais do que eu. Já tiveram uma line e demonstraram não estar interessados em ter mais CS. Desistiram naquele momento de estarem conectados ao CS e foi a hora que apareceu a oportunidade [da Furia] para mim. Só falei para eles que tinha essa oportunidade, que iria fazer se não tivesse alguma situação conflitante. Falaram que não e eu segui”.