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Intergalaxy Tigers: clube que nasceu com 'DNA social' e quer ser o Paraná no Circuitão

Intergalaxy Tigers é a mais nova participante do Circuito Desafiante Riot Games

A representante do Paraná nos esportes eletrônicos. É assim que a mais nova participante do Circuito Desafiante de League of Legends, a Intergalaxy Tigers, quer ser vista pela comunidade brasileira.

"Somos mais um time do Paraná no cenário profissional de LoL e queremos erguer essa bandeira. Nós honramos isso e achamos que é um diferencial", afirma o diretor executivo e um dos fundadores do clube, Lucas Lima, ao ESPN Esports Brasil. O CEO trata de apontar que “o foco é representar o Paraná e trazer uma bandeira, um nome, um time para o estado estar representado no LoL nacional".

A organização ingressou na modalidade desenvolvida pela Riot Games no início deste mês ao adquirir a vaga no torneio da 2ª divisão nacional que pertencia a Red Academy, o “time B” da Red Canids, que precisou se desfazer de uma das equipes para se adequar ao regulamento da competição.

“Tigers é um projeto que começou no meu coração”, aponta Lucas. De acordo com o executivo, a Intergalaxy Tigers nasce com “DNA social” e com o foco no "desenvolvimento de novos atletas", principalmente os de Curitiba, cidade sede da organização.

Lucas conta que o projeto envolvendo a criação da Intergalaxy Tigers é resultado da paixão aos esportes eletrônicos que todos dentro da organização possuem somado ao interesse da patrocinadora master, Intergalaxy, no mercado tendo em vista “o crescimento do cenário de esports no Brasil”

Já sobre o que levou o clube a iniciar investindo no League of Legends, o diretor executivo da Tigers explica que o diferencial foi "a estrutura que a Riot proporciona para o esporte eletrônico. É exemplar e excelente".

"Tivemos a oportunidade de estarmos presentes na final do CBLoL no Rio de Janeiro e pudemos ver de perto como tudo acontece. É impecável como a Riot trata o cenário competitivo. Claro que depois de muita pesquisa e análise, foi nesse evento que tivemos certeza que podíamos entrar no cenário de uma forma muito confiante", completa.

Ao ser questionado pelo ESPN Esports Brasil porque a Tigers decidiu ingressar na modalidade pelo Circuitão ao invés do CBLoL, o executivo aponta que a oportunidade de começar pelo Circuito Desafiante "é muito importante para nós porque acreditamos que nosso trabalho deve ser feito de forma consistente”.

“Acreditamos que temos que nos desenvolver. Apesar de nossa equipe ser muito profissional, ela é nova no esport e iremos aprender com essa experiência. Iremos nos desenvolver e avaliar nosso conhecimento justamente nos preparando para nosso foco que é chegar ao CBLoL", conclui

O que também atraiu o Intergalaxy Tigers a investir no League of Legends foram os rumores quanto a chegada do sistema de franquias no Brasil, conforme aponta o diretor de marketing e também fundador do clube, Guilherme Barbosa: "É algo que atrai grandes empresas porque mostra seriedade. Obviamente não podemos afirmar [que as franquias vão chegar] porque a Riot não tem nada muito claro, mas não tem como negar o fato de que saber esse formato faz com que empresas fortes, que trabalham de forma correta se atentem a Riot Games"

O executivo não descarta a Tigers pensando numa franquia, mas diz que, "hoje, pensamos na estruturação da nossa organização. Não posso negar que o fato da Riot Games pensar em transformar os times em franquias seja um assunto extremamente bom. É uma forma de aumentar ainda mais a segurança para as organizações porque não teria mais queda, a possibilidade de sair do cenário, dando assim muito mais liberdade e força para negociações com patrocinadores".

"Existem muitas etapas que precisamos concluir com êxito antes de pensarmos numa franquia. Nada foi explanado [pela Riot Games] e nós ainda não entendemos como vai funcionar [o sistema]. Sabemos que, obviamente, é algo muito bom para o cenário brasileiro. Mas agora, em relação como Tigers vê o sistema de franquias, estamos extremamentes focados ao nosso desempenho no Circuitão", afirma.

ESTRUTURA E EQUIPE

A capital do Paraná foi a cidade escolhida pela Intergalaxy Tigers para receber o quartel-general da organização, que já definiu os profissionais que vão compor a comissão técnica para a disputa da primeira etapa 2020 do Circuito Desafiante. Ícaro Crepalde será o gerente, trabalhando com o treinador assistente Martin Neto, o treinador chefe e estratégico Silvio Borges, o psicologo esportivo Johann Carvalho e o analista Felipe Galvão.

De acordo com Lucas Lima, a organização está "extremamente focada em desenvolver a comissão técnica porque através dela nós acreditamos que vamos ter potencial para desenvolver novos talentos, novos nomes para o competitivo". A postura da Tigers, aponta o executivo, é desenvolver os profissionais que trabalham por trás do time e uma "estrutura forte, que terão potencial de criar um ambiente muito fértil para que os atletas possam não só desempenhar muito bem, mas também amar fazer parte do clube. Queremos tratar nossos atletas com projeto a longo prazo".

O diretor executivo da Intergalaxy Tigers desconversa sobre o elenco, mas diz que a organização vai priorizar "aqueles que moram em Curitiba. Queremos dar essa oportunidade a esses atletas curitibanos. Queremos fortalecer nossa marca de onde viemos, fortalecer nossa presença em Curitiba. Trazer toda essa galera para estar junto de nós".

Lucas, contudo, deixa claro que existe, sim, "a possibilidade de trazermos jogadores de fora do estado. Não estamos presos só a questão local porque também temos estrutura para comportar atletas que são de fora. Mas temos, sim, um carinho especial por atletas curitibanos".

A Intergalaxy Tigers já deu largada na montagem do elenco com a peneira que realizará no dia 1º de dezembro na Cooldown E-Sports n' Burgers. Esse "tryout", explica Lucas, será "especial para os jogadores de Curitiba. Será um evento especial, de extrema importância para gente porque vamos estar criando um momento de lançamento, um momento no qual poderemos dar carinho aos nosso torcedores".

Sobre a chance da Tigers importar jogadores, Lucas afirma que, "como temos nosso foco na nossa comissão técnica e na nossa estrutura, nós vemos os atletas estrangeiros como uma resposta a curto prazo. Não é o nosso interesse atual. Nosso interesse atual é desenvolver uma line família, que cresce com o nome e força da Tigers. Mas não posso descartar a possibilidade. Posso confirmar que nosso foco é comissão técnica e estrutura. Queremos fazer que essa parte sejam excelentes".

Lucas fala também sobre a possibilidade da Tigers contar com um elenco formado por dez jogadores: "Gostamos dessa ideia porque está muito alinhado com o nosso conceito de desenvolver novos talentos. Um time Academy tem 100% o intuito de desenvolver novos atletas e trazer novos nomes para o cenário. Temos, sim, a intenção de desenvolver uma organização com um quadro de atletas grandes. Isso é algo que está dentro da nossa filosofia. Nós compreendemos que podemos ganhar muito mais com mais atletas sendo desenvolvidos ao mesmo tempo.

O executivo não deixou de falar sobre os famosos bootcamps: "Temos a possibilidade, se necessário, proporcionar ao time períodos de treinos fora do País. Isso para gente é uma vantagem. Como pretendemos dar foco na nossa comissão, nos pretendemos dar também foco a staff no bootcamp. Nós vemos no cenário que os atletas têm feito muito bootcamps e até alguns deles foram por conta própria. Nossa postura vai ser diferente. Nossa postura é, realmente, de investir na comissão técnica e, por consequência, influenciar em toda a nossa organização".

SIGNIFICADO DO NOME E DNA SOCIAL

O nome da mais nova participante do Circuito Desafiante vem do futebol americano, conta o executivo da Tigers: "É um nome que está muito presente no high school e nos times universitários. Tigers é um nome jovem, um animal que é utilizado para representar times jovens. É um animal que tem muita garra, que está sempre disposto. Acreidtamos que esse animal seja referência a forma que queremos agir, de maneira feroz, estratégica e eficaz".

"Tem uma história bem interessante, um pouco mais pessoal, que teve bastante influência no nome. Tive um projeto social durante cinco anos aqui em Curitiba. Um projeto social de futebol americano com crianças e adolescentes carentes. Isso foi um momento que marcou muito a minha vida, me proporcionou muita experiência esportiva e de gestão. O pessoal tem muito carinho por esse nome. Temos uma torcida muito forte aqui em Curitiba em relação a esse nome. Fui fundador do Tigers Football", revela Lucas.

O executivo aponta ainda que a patrocinadora masters, representada pelo diretor executivo Francis Silva, também se preocupa bastante com a parte social, não só no Brasil como no mundo todo. A Intergalaxy possui projetos sociais na Africa, América Central e América do Sul. "A questão social é muito importante porquegostamos de compartilhar o que recebemos de volta para a nossa sociedade. Com certeza teremos algo voltado para o social, para dar oportunidades para as pessoas. Com certeza será imprimido na nossa organização", garante.

“Temos nosso que denotam cinco características que queremos carregar com o nosso time: paixão pelo que fazemos, gente é tudo para a gente, nossa ética é inegociável, profissionalismo e excelência é a nossa missão além da identidade e unidade. Todos esses pilares nos consolidam e mostram que faremos diferente no cenário de League of legends Nacional e Internacional", finaliza o executivo.