<
>

Mundial de LoL: Transmissão latino-americana deste domingo é cancelada por protestos no Chile

Troféu do Mundial de League of Legends 2019. Riot Games

A Riot Games anunciou neste sábado (19) o cancelamento da transmissão latino-americana do Mundial de League of Legends deste domingo. O motivo são os protestos que estão acontecendo em Santiago, Chile, onde o estúdio LoL Esports Latinoamérica é localizado.

“Suspendemos oficialmente a transmissão do #Worlds2019 para amanhã pela situação de distúrbios públicos e estado de emergência declarado em Santiago, Chile. A segurança de nossa equipe é uma prioridade absoluta para nós”, diz o comunicado no Twitter.

O estado de emergência foi declarado pelo presidente chileno Sebastián Piñera ainda no sábado depois que grupos destruíram estações de trens e atearam fogo em veículos e prédios em protesto pelo aumento da tarifa de metrô na capital.

O presidente também suspendeu o aumento de 30 pesos (cerca de 20 centavos de real), que faria a passagem de Santiago ser a mais alta entre os países da América Latina - 830 pesos, cerca de 4,80 reais. Para comparação, o valor da passagem do metrô da cidade de São Paulo é de 4,30 reais.

Apesar da suspensão de Piñera, os protestos continuaram, e o estado de emergência foi instaurado — situação dá poder adicional ao governo para restringir o direito da população de protestar. O responsável pelo estado de emergência é o general Javier Iturriaga, que decretou toque de recolher em Santiago das 22h do sábado às 7h deste domingo.

Um dos casters e apresentador da Riot Games LATAM, Bastian Guzman expressou sua opinião sobre os protestos na capital chilena: “Parece uma guerra civil. Me dói a alma ver o que está acontecendo”.

“FOCAR NO JOGO”

Em 11 de outubro, a Riot Games publicou um comunicado de John Needham, Diretor Global de Esports de League of Legends, sobre manifestações políticas por casters e jogadores profissionais motivado — motivado pelo jogador de Hearthstone que protestou em favor de Hong Kong durante uma transmissão oficial e foi banido pela Blizzard.

“Como regra geral, queremos manter nossas transmissões focadas no jogo, no esporte e nos jogadores. Servimos fãs de diferentes países e culturas, e acreditamos que essa oportunidade vem com uma responsabilidade de separar visões pessoas de assuntos sensíveis (políticos, religiosos ou outros)”, escreveu Needham.

“Esses assuntos são normalmente possuem nuances, requerem um conhecimento profundo e boa vontade de ouvir, e não podem ser representados de forma justa na alçada que nossa transmissão fornece”, continuou. “Por isso, lembramos nossos casters e jogadores profissionais de evitar discutir estes assuntos durante as transmissões”.

O comunicado também afirma que a decisão foi tomada com base nos funcionários e fãs que vivem em regiões nas quais há tensões políticas, como Hong Kong, e que a Riot sempre se esforça para entregar uma ótima experiência competitiva para jogadores e fãs.

“Pode ser idealista, mas esperamos que o League of Legends seja uma força positiva que une pessoas, não importa onde elas estejam no mundo, mesmo que seja apenas uma partida por vez em Summoner’s Rift”, finalizou.