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Blizzard pune jogador de Hearthstone que fez apoio público as manifestações que ocorrem em Hong Kong

Blitzchung foi punido pela Blizzard após apoiar publicamente as manifestações que acontecem em Hong Kong Blizzard

O apoio público que fez durante a transmissão do Hearthstone Grandmasters a favor das manifestações que agitam Hong Kong, no domingo (6), resultou em consequências não tão boas ao honconguês blitzchung. Além de ser removido da liga e perder a premiação que ganharia pela participação na segunda temporada, o jogador foi suspenso pela Blizzard pelo período de um ano.

Em comunicado, a desenvolvedora explicou que o jogador violou um dos artigos da seção 6.1 do regulamento oficial do Hearthstone Grandmasters, que fala sobre os comportamentos dos competidores que não representam a Blizzard nem o competitivo da modalidade: "Se envolver em qualquer ato que leve você a descrédito público, ofenda uma parte ou um grupo do público e/ou que danifique a imagem da Blizzard resultará na eliminação do Grandmasters e na perda total dos prêmios recebidos pelo jogador".

De acordo com a Blizzard, o "Grandmasters é o nível mais alto do competitivo de Hearthstone e levamos muito a sério as violações das regras dos torneios" e que, "após uma investigação, estamos tomando as medidas necessárias para impedir que incidentes semelhantes ocorram no futuro".

A empresa revelou também que não trabalhará mais com a dupla de casters que participou da transmissão. De acordo com o usuário do Twitter Chua Zhihong, o narrador e o comentarista encorajaram blitzchung a fazer o apoio público as manifestações durante a entrevista que conduziam com o jogador, que proferiu “Liberte Hong-Long, revolução da nossa era”.

Sem equipe, blitzchung vem disputando Hearthstone Grandmasters desde que o torneio foi criado. Nas duas edições do torneio já realizadas, o honconguês não conseguiu chegar na Fase Eliminatória. Nesta segunda temporada, o jogador terminou em 14º lugar, o que daria direito a receber US$ 3 mil de premiação.

Ao InvenGlobal, o primeiro site a noticiar o feito do jogador, blitzchung explicou que o apoio dado durante a transmissão do campeonato "foi uma outra forma de participar do protesto". O honconguês afirmou ainda saber "o que minha atitude significa. Pode me causar muitos problemas, inclusive quanto à minha segurança. Mas eu acho que é meu dever dizer algo sobre este assunto”.

AS MANIFESTAÇÕES

As manifestações que agitam Hong-Kong há quase cinco meses são protestos feitos pela população contra um projeto de lei que aumenta o poder do governo chinês na extradição de residentes do território que pertence à China.

Aqueles que estão indo às ruas acreditam que a mudança na legislação de extradição será prejudicial a Hong Kong porque, atualmente, muitos dos opositores ao Partido Comunista da China estão refugiados na região, além de diminuir a autonomia política da ilha.

ESPORTE E ATIVISMO

Esta não é a primeira vez que o mundo assiste uma modalidade de esporte servindo de palco para protestos. Em 2016, o ex-quarterback do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, se ajoelhou durante o hino dos EUA em protesto à forma que as minorias negras são tratadas no país. "Não mostrarei sinais de orgulho para a bandeira de um país que oprime negros e pessoas de cor", disse o jogador na ocasião.