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Antes de estrear no Major, arT fala de Furia mais 'casca-grossa e preparada para adversidades'

arT e Furia estão novamente entre os participantes do Major HLTV.org

Mais uma vez o nome da Furia figura na lista de participantes de um Major de Counter-Strike: Global Offensive e, para o capitão arT, a equipe brasileira chega ao StarLadder Berlim de uma forma bem diferente a qual disputou o IEM Katowice, no início do ano. Na opinião do jogador, o time está mais “casca-grossa e preparado do que antes, principalmente para as adversidades”.

“O último Major foi um momento chave na história da Furia. No IEM a gente aprendeu muita coisa. Saímos de lá bem diferentes. Foi um momento que deu uma mudada no nosso panorama de time e, desde então, passamos por muitas coisas. Perdemos partidas, campeonatos e chegamos em finais. Acho que esse agregado foi o que mais nos ensinou”, afirmou arT em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

ViNi é claro em como a Furia enxerga o StarLadder Berlim: “É o desafio mais difícil da temporada”. O jogador afirmou ainda, categoricamente, que “nosso objetivo é dar o nosso máximo do começo ao fim do torneio. Sendo assim, diria que o foco agora é no Challenger Series para avançarmos de fase”.

Se em fevereiro a Furia entrou no IEM como postulante a protagonista, no Major que será disputado em Berlim a equipe entra como uma das principais do cenário. ViNi e arT não perderam o tempo ao falarem o próprio time já é uma realidade. “O que estamos buscando agora é experiência de campeonatos em alto nível, o que nos dará mais consistência para nos tornarmos ainda mais sólidos”, afirmou o rifler.

O capitão da Furia completou afirmando que a mudança de patamar aconteceu quando a equipe derrotou o Astralis pela sétima temporada do Esports Championship Series (ECS), em junho: “Foi o dia no qual realmente provamos para nós mesmos e para o mundo que não somos um time bobo e que não estamos para passear. Não tem como um time ganhar uma md3 da Astralis na LAN sem ter alguma coisa para mostrar. Não existe sorte que faça isso”.

Realmente, a evolução da equipe foi exponencial nos últimos meses, com o quinteto brasileiro conseguindo, inclusive, figurar no ‘Top5’ do ranking promovido pelo HLTV.org. Sincero, arT revelou que a equipe “não esperava esse crescimento tão rápido, principalmente bater um ‘Top5’ tão rápido assim. Era algo que ninguém esperava, ninguém sonhava que a gente poderia se tornar o quinto melhor do mundo tão rápido”

“Chegar onde chegamos não foi sorte ou azar. Tivemos que ganhar de ótimos times para chegarmos aqui. Era algo que eu esperava, mas não tão rápido. Não é atoa que a gente tem esse projeto e acreditamos no nosso potencial. Estaria mentindo se eu dissesse que não esperava por isso. Esperava jogar contra esses times e tirar mapa deles, bater de frente e ganhar. É algo que sempre almejei desde que saímos do Brasil para o nosso primeiro torneio internacional”, completou.

A falta de experiência, na opinião dos jogadores da Furia, foi o que faltou para o time não ter vencido ainda um torneio de grande porte. “Experiência é uma coisa que você não aprende ou treina. A gente nunca tinha feito coisas pelas quais passamos, como chegar na final de um grande torneio e enfrentando um time ‘Tier’ 1. Se continuarmos nesse ritmo, daqui a pouo tempo, vamos ter esse ingrediente que falta para sermos campeões”, apontou arT

Assim como no IEM Katowice, a Furia começa no StarLadder Berlim pela primeira fase, a qual foi classificada como “bem difícil e competitiva” por ViNi. “Todos as equipes possuem nível necessário para avançarem de fase. Porém, dos europeus citaria Vitality e mousesports como favoritas. Já entre os americanos, o NRG. Mas é claro, também confio bastante na minha equipe”, opinou.