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Em prol de campanha contra obesidade, projeto da INTZ aprovado pelo Governo de SP tem valor aumentado

INTZ se envolvendo também com a parte social Riot Games

Aos poucos, os esportes eletrônicos vão adquirindo para si uma das principais características das modalidades tradicionais: a possibilidade de serem utilizados como ferramentas sociais. Prova disso é a parceria da INTZ junto ao Instituto Movere na utilização do esport no combate a obesidade mórbida.

A iniciativa é um marco para o cenário brasileiro. Isso porque junto à Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo (SELJ-SP) os Intrépidos conseguiram que um mesmo projeto fosse aprovado duas vezes pela a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPEI), sendo a última aprovação, no valor de R$ 192.560,00, publicada no Diário Oficial em 13 de junho. O anterior, revelado em março, era no valor de R$ 140.960,00.

Ao ESPN Esports Brasil, o diretor executivo da INTZ, Lucas Almeida, explica que o projeto aprovado resume os principais objetivos que tem para com o esporte eletrônico: o reconhecimento do esport como esporte e as modalidades eletrônicas sendo usadas para o viés social.

Lucas conta que a ideia de ter um projeto aprovado pelo governo surgiu numa conversa com o advogado especializado em direito do esporte, André Sica: "Ele falou que era muito importante ter uma aprovação de Lei de Incentivo para o mercado porque a partir do momento que você tem aprovação da LPEI quer dizer que o Secretaria do Esporte está validando que a gente é um esporte".

O segundo passo, de acordo com o Intrépido, foi procurar a Allegro Cultural, empresa especializada na elaboração de projetos ligados a esporte e cultura. "Cheguei para o presidente, o Ivor, e disse que tinha esse desafio de transformar o esport no esporte porque, juridicamente a gente é, mas aos olhos do Secretaria não éramos até então. Trabalhando com ele fizemos um projeto grande em parceria com uma associação porque a gente sempre quis fazer algo com viés social".

A associação em questão é o Instituto Movere, que desde 2004 vem prevenindo e tratando a obesidade em crianças e adolescentes.

"O projeto inteiro, apresentado há dois anos, tinha a ideia de montar um centro de treinamento dentro do Instituto e fazer o esport como uma forma no desenvolvimento de saúde, de tirar as pessoas da rua. Esse trabalho que a Movere já faz, mas a gente ia usar o esport como uma ferramenta com toda a equipe deles", explica.

Porém como nem tudo na vida são flores, o projeto sofreu muitas alterações até receber a aprovação da SELJ-SP.

"Se conseguirmos captar os recursos, o que a gente vai fazer é criar um CT dentro do Instituto para mostrar que os esports, apesar de serem jogos em que você joga sentado, em sua maioria, mexe com a parte mental e até mesmo física. Além disso, o esporte eletrônico incentiva a criança a sair da rua e pode ser usado no combate a obesidade morbida. É tipo uma escolinha. O objetivo é esse, usar o Instituto, seu espaço e equipe aliado a nossa expertise para ajudar no desenvolvimento dessas pessoas que eles tratam", afirma

O comandante Intrépido diz ainda que a organização vai tentar captar ainda mais recursos junto ao próprios patrocinador da organização para a realização de um evento dentro do Instituto.

ABRINDO PORTAS

Na visão de Lucas, os projetos aprovados abrem uma porta ainda não aberta para o cenário brasileiro já que a INTZ conseguiu que a Secretaria do Esporte, pelo menos para o estado de São Paulo, falasse que o 'esport é esport, tanto que está aprovando uma lei de incentivo'. Ao mesmo tempo, para os clubes que estão começando, poderão usar essa porta para desenvolverem muito mais a parte social e esportiva do Brasil".

O Intrépido se diz orgulhoso "porque é algo que vai criar um legado dentro da indústria". Lucas revela que outros clubes já o procuraram para saber mais quanto a todo o trâmite e que isso "pode ajudar a gerar mais empregos, ajudar na parte social e esportiva e até numa evolução na conversa com o governo para aprovação do esport como esporte".

O ESPORT COMO FERRAMENTA SOCIAL

Essa não é a primeira vez que vemos o esporte eletrônico sendo usado como ferramenta social.

Em maio deste ano, o AfroReggae lançou o projeto AfroGames, que visa atender 100 jovens com três cursos: aulas de League of Legends, programação de jogos e produção música para games. A iniciativa está sendo tocada no primeiro centro de treinamento localizado numa comunidade carioca, mais precisamente em Vigário Geral