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Senadora Leila do Vôlei lê carta enviada por entidades de games e esports; Debate deve ser estendido

Leila do Vôlei lê carta de entidades de esports em comissão no Senado Reprodução/TV Senado

A senadora Leila Barros (PSB-DF) deu continuidade ao debate sobre regulamentação dos esportes eletrônicos na última terça-feira (9). Em sessão na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, a senadora leu uma carta enviada pela ABCDE (Associação Brasileira de Clubes de Esports) e da ESA (Entertainment Software Association), que pede continuidade às discussões sobre o assunto.

No documento, as associações, que congregam alguns dos principais clubes de esports do Brasil e as principais desenvolvedoras de games do mundo, afirmam que o projeto deve ser “discutido de forma mais ampla com partes interessadas, sejam elas atletas de esportes tradicionais ou competidores e empresas de eSports”.

Confira o vídeo logo abaixo:

Ao final da leitura, Leila requisita que a discussão seja levada a plenário, para que o projeto de lei seja melhor debatido. O senador Dário Berger (MDB-SC), presidente da Comissão em questão, sugere que o projeto seja encaminhado para a subcomissão de esporte, pelo qual a senadora é responsável.

APOIO DAS ENTIDADES

Após a manifestação da senadora, a ABCDE, ESL e a ESA divulgaram uma carta de apoio à iniciativa para que o assunto seja mais debatido, reforçando o número de jogadores e outros assuntos que entraram em pauta com a discussão promovida.

O ESPN Esports Brasil teve acesso ao documento e logo abaixo você confere o conteúdo na íntegra.

“Excelentíssimo(a) Senador(a),

A Associacão Brasileira de Clubes de eSports (ABCDE) que congrega os 20 principais clubes no Brasil, a Electronic Sports Leaque (ESL) no Brasil, a maior liga de eSports do país e do mundo, e a Entertainmient Software Association (ESA), a maior associação de editores (publishers) de softwares de entretenimento do mundo, vêm por meio desta solicitar o apoio de Vossa Excelência para manter no Senado o debate acerca do Projeto de Lei do Senado 383 de 2017, de autoria do Excelentíssimo Senador Roberto Rocha, que dispõe sobre a regulamentação da prática desportiva eletrônica e que foi aprovado no dia 9 de julho, sob regime terminativo, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte.

Entendemos que seja necessário que esse projeto seja discutido de forma mais ampla com partes interessadas, sejam elas atletas de esportes tradicionais ou competidores e empresas de eSports. Hoje, existem cerca de 26,5 milhões de simpatizantes de eSports no Brasil - o terceiro maior público do mundo (crescimento de 18,7o/o entre 2017 e 2018) em um setor que movimentou globalmente R$ 3.3 bilhões em 2018, a maior parte em patrocínios, e com previsão de triplicar de tamanho alé2022. O crescimento vertiginoso no Brasil e no mundo deu-se sempre num contexto de autorregulação do segmento, de forma a permitir o pleno direito à livre iniciativa por parte de publishers e de um vasto ecossistema de empresas e prestadores de serviços que juntos trabalham para criar, financiar, organizar e apoiar torneios cuja audiência alcançou 400 milhões de pessoas em todo o mundo no ano passado.

A necessidade de criação de estruturas que "controlem" os eSports carece de maior discussão de forma a alinhar o país às melhores práticas mundiais. E preciso ter cautela em avançar numa direção que possa desviar o Brasil de uma trajetória até agora muito bem-sucedida e com grande potencial de sucesso num futuro proximo. Reiteramos, assim, nossa solicitação de estender o debate acerca do Projeto de Lei 383 de 2017 no Senado de forma a permitir que todos aqueles que têm interesse no assunto possam ser ouvidos de forma adequada e democrática.

Permanecemos a sua disposição para quaisquer esclarecimentos (...).”