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Fazer boas campanhas e não só se classificar para torneios internacionais são os objetivos da Furia no Dota 2, revela Astini

Equipe de Dota 2 da Furia. Divulgação

No fim de junho a Furia deu mais um passo importante no objetivo de se tornar uma multigaming de referência mundial ao ingressar no Dota 2. Contratado para ser o treinador da equipe, em entrevista ao ESPN Esports Brasil, Astini deixa claro os planos do clube para com a modalidade são para longo prazo

“Não queremos um time que, necessariamente, vá para o próximo The International ou para o próximo Major. Queremos uma equipe que, dentro do próximo ano, consiga ir para torneios presenciais e vá bem neles. Estamos construindo aos poucos, sem pressa e evoluindo a cada dia como um time”, revela

Para que estes objetivos sejam alcançados desde já, Astine afirma que a “Furia está nos oferecendo todas as condições necessárias para nos tornarmos uma grande equipe”. De acordo com o treinador, “temos todo o apoio da comissão técnica existente na Furia, além do performance coach e do diretor executivo, o Jaime”.

Duster, hyko, mini-, murd0c e RdO foram os contratados para representarem a Furia no Dota 2. Astini explica que “foram escolhidos jogadores jovens e talentosos, pois possuem todo esse potencial para ser aproveitado”.

“Se você escolher um jogador mais experiente ele já vem com muita bagagem, mas às vezes não possui tanto a mente aberta para tentar algo novo e ao longo prazo. Então é muito mais fácil trabalhar em um projeto ao longo prazo com pessoas jovens e que ainda tem muito potencial a ser explorado”, explica.

Entusiasmado e categórico, o treinador da Furia afirma que “já é possível ver o que projeto traz de contribuição para o cenário de Dota. Por exemplo, eu abro o Twitter e vejo a comunidade de Counter-Strike que acompanha a FURIA; vários fãs da FURIA comentando que nunca assistiram Dota na vida, mas que irão acompanhar por se identificarem com a organização”

“Ter uma organização gigante por trás acaba por trazer muita visibilidade para o jogo em si e para todo o cenário. Ainda, todo esse investimento oferecido pela FURIA traz mais estrutura para o crescimento de mais atletas”, opina Astini.

Quem também fala sobre a torcida Furiosa é Duster. O capitão conta ao ESPN Esports Brasil que “é engraçado o tanto de fã clube que a Furia tem no Twitter seguindo a gente, o pessoal do Counter-Strike nos recebeu de braços abertos. Não sentimos tanta pressão justamente pela organização parecer uma grande família e os fãs fazem parte dela”.

Experiente por quase sempre estar representando o País em torneios internacionais Duster será aquele que comandará a Furia dentro do jogo. Mas isso não o pressiona. “Antes eu me sentia mais pressionado por ter que cuidar de várias coisas fora do jogo e ser responsável pelo draft também. Agora com o nosso head de Dota, Astini, que cuida de tudo externo, além de toda a estrutura que a Furia oferece, meu único trabalho é focar no Dota”, revela.

Duster afirma que consegue ajudar aos companheiros de equipe “a lidar com o nervosismo e ansiedade durante os jogos, tentando não deixar eles sentirem a pressão, além de todo conhecimento de Dota que eu aprendi jogando com os melhores lá fora”.

Ao ser pedido para explicar como funcionará a formação da Furia, Duster afirma que dará as chamadas dentro do jogo, mas conta que se sente "como um irmão mais velho e experiente para eles. O draft é feito pelo Astini, mas o mini- é o que mais interage com ele durante os picks parecendo um 'irmão rebelde'".

Sobre a rotina de treinamento da equipe, Duster fala que ela “consiste em jogar com os melhores times norte-americanos e conseguir evoluir com isso. O bootcamp que estamos fazendo para o TI foi essencial para construir essa sinergia e aos poucos com foco estamos evoluindo. Nosso objetivo é sempre entregar nosso melhor independente do resultado”.

O capitão revela que na equipe “todo mundo está aberto a críticas, além de nos ajudarmos em nosso cotidiano. Tivemos o prazer de conversar com o Akkari que nos passou a filosofia que ele e a Furia seguem para continuar melhorando e performando entre os melhores. Isso está nos ajudando muito”.

OPINIÃO SOBRE O COMPETITIVO

Na entrevista ao ESPN Esports Brasil, Astini e Duster também deram pitacos sobre o que acham do atual momento do competitivo de Dota 2.

Para o capitão da Furia, “a Valve deveria copiar um pouco o sistema que usam no Counter-Strike e começar a fazer as qualificatórias regionais em LAN” porque, “além de evitar problemas técnicos, também ajudaria os times que nunca jogaram um campeonato a terem experiência em um presencial”.

Já o treinador Furioso disse que “o primeiro passo já foi dado pela Valve que são realmente as vagas sul-americanas. Porém, ainda pode ser trabalhado a forma como são pensados os torneios para times ‘Tier2’ e ‘Tier3”.