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Marta no Santos? Presidente não descarta a possibilidade e promete investir ainda mais no futebol feminino

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O que vem pela frente? Como a Copa na França pode impulsionar o futebol feminino no Brasil (3:32)

Natalie Gedra abordou os temas que precisam ser melhorados na modalidade (3:32)

Com novos clubes brasileiros criando seus times femininos, o retorno de algumas jogadoras que atuavam no exterior está acontecendo. Um dos maiores exemplos e que balançou o mercado do futebol foi Cristiane, anunciada pelo novo time do São Paulo em janeiro deste ano.

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (11), durante a apresentação da artilheira argentina Sole Jaimes, o presidente Carlos Peres falou sobre o investimento nas Sereias da Vila e foi questionado sobre a vinda de estrelas para o time.

Quando questionado sobre Marta, que conquistou Copa Libertadores e Copa do Brasil com o Peixe em 2009, ele não descartou a possibilidade. “Tem sim. Tem essa possibilidade”, disse Peres.

Ele disse que o clube sempre pensou em reforçar a equipe feminina, mas ressaltou que o feminino, no geral, precisa de mais atenção, e ainda alertou a falta de patrocinadores. “Estamos procurando patrocinadores e algumas empresas do bem, porque tem que investir, porque isso dá resultado”, afirmou, relembrando que alguns jogos no ano passado lotaram a Vila Belmiro mais do que o masculino.

Em outubro do ano passado, a partida de ida na final do Campeonato Brasileiro entre Santos e Corinthians registou o maior público da baixada até aquele momento: 13.867 pessoas. Anteriormente, o recorde pertencia ao masculino, em jogo válido pelo Brasileirão, 13.488 pessoas.

Comparando com o Lyon, ex-clube de Sole Jaimes, ele reconhece que a França tem muito mais investimento do que o Brasil, mas acredita numa mudança. “Temos que mudar a realidade. Se alguém investir e começar a ganhar título, tudo vai mudar também. Ter profissionais de nível é o que estamos procurando daqui para frente, mais ainda”, falou.

Peres também disse que o único problema não é apenas o salário e reconheceu que fica triste em saber o quanto as jogadoras recebem, mas que o investimento vale também para de lugares bons para treinar, centros de treinamentos e alojamentos de qualidade.

Ele ainda elogiou o fato das jogadoras atuarem por amor à camisa e, para ele, é algo que está “meio fora de moda hoje no futebol brasileiro, no futebol do mundo”.

Com otimismo, ele falou que não descarta trazer estrelas porque elas fazem parte também do marketing do time. “Temos a felicidade que o Santos tem uma torcida maravilhosa nas redes da internet. Isto é uma exposição de marca para nós. A vinda delas é uma melhoria de exposição de marca”, ressaltou.

Para Peres, trazer um ídolo é reforçar ainda mais a exposição e atrair grandes patrocinadores e, novamente, fez um apelo para empresas que podem investir nas Sereias da Vila e no futebol feminino em geral.

“Tudo isso faz parte do que vamos procurar. Ter grandes estrelas conosco, todas elas ganhando bem porque é necessário (...). Tudo isso aí eu acho que leva a motivação de ter grandes estrelas aqui, sim”, finalizou o presidente.