O World Baseball Classic chega a sua maturidade. O torneio, criado em 2006 sob muita desconfiança, faz 20 anos como um evento cada vez mais aguardado pela comunidade do beisebol no mundo. A edição de 2023 teve grandes audiências, grandes jogadores e terminou com uma final espetacular entre Estados Unidos e Japão, decidida em um duelo épico entre Mike Trout e Shohei Ohtani. Os japoneses levaram o título, o terceiro, o que deixou já um compromisso para março de 2026: os americanos querem a revanche.
Nunca os Estados Unidos se articularam tanto para ter um Dream Team no beisebol. O técnico Mark DeRosa trouxe Aaron Judge, três vezes MVP da Liga Americana e talvez o melhor rebatedor do mundo, para capitanear a equipe. A partir daí, foi-se convidando e incorporando talentos dos mais diversos ao elenco dos EUA. Novidade para os americanos, apenas rotina para os outros países: no Caribe e na Ásia, chegar muito forte ao WBC sempre foi questão de honra.
Essa é a grande narrativa do WBC de 2026. Mas não é só isso. Não para nós, por aqui. Pela segunda vez na história, o Brasil conseguiu uma vaga para estar entre as maiores potências do beisebol mundial. E nossa estreia será justamente contra o Time dos Sonhos dos EUA. Difícil, mas é a chance de os brasileiros se mostrarem no maior palco do beisebol. E, quem sabe?, dar alguns sustinhos em seleções muito mais poderosas pelo caminho.
REGULAMENTO
As seleções estão divididas em 4 grupos de 5 equipes cada. Todas se enfrentam dentro das chaves, com as duas primeiras se classificando para a segunda fase. A partir daí, tem início o mata-mata tradicional: quartas de final, semifinal e final, sempre em jogos únicos.
Vale ficar atento a outra questão, o “rebaixamento”. Os quatro primeiros colocados de cada grupo garantem vaga automática para a próxima edição do WBC, em 2029. O último colocado é forçado e ter de jogar as Eliminatórias para retornar ao torneio.
QUANDO
O torneio começa em 5 de março, com os primeiros jogos no grupo de Tóquio. A primeira fase vai até 11 de março (o Brasil joga de 6 a 9). O mata-mata começa em 13 de março e a finalíssima está programada para o dia 17.
ONDE ASSISTIR
Todos os jogos terão transmissão no Disney+. As partidas do Brasil e a reta final do torneio terão transmissão também nos canais ESPN.
GRUPO A GRUPO
GRUPO A (San Juan-PRC)
PORTO RICO
Principais jogadores: Nolan Arenado (3b), Edwin Díaz (p) e Seth Lugo (p)
Melhor participação: vice-campeão (2013 e 17)
Objetivo realista: semifinais
Os porto-riquenhos sempre chegam forte ao WBC. O torneio é levado muito a sério na ilha, e os jogadores muitas vezes se superam para atuar em um nível ainda maior do que fazem na MLB. No entanto, as expectativas para a atual edição são mais contidas. Alguns jogadores importantes, como Francisco Lindor e Carlos Correa, não tiveram seus seguros aprovados e não disputarão o torneio. A federação porto-riquenha ameaçou deixar o torneio (e a capital San Juan é uma das cidades-sede) e até Bad Bunny tentou intervir, mas Porto Rico estará mesmo desfalcado. Ainda é a favorita no grupo, mas parece faltar peso para sobreviver ao mata-mata.
CANADÁ
Principais jogadores: Josh Naylor (c), Bo Naylor (1b), Tyler O’Neill (of) e Jameson Taillon (p)
Melhor participação: 9º lugar (2006)
Objetivo realista: quartas de final
O astral é alto para a participação canadense no WBC. Declarações do presidente americano Donald Trump despertaram o patriotismo nos canadenses, e isso se manifestou muito em competições esportivas (sobretudo no hóquei no gelo). Além disso, a campanha espetacular do Toronto Blue Jays na temporada passada da MLB reacenderam a paixão pelo beisebol no país. Para o WBC, a seleção não contará com seu melhor jogador, Freddie Freeman, mas ainda há bons jogadores para fazer uma campanha competitiva. Em um grupo sem um grande favorito, dá para sonhas com as quartas de final pela primeira vez (e um possível cruzamento com os EUA).
COLÔMBIA
Principais jogadores: José Quintana (p), Harold Ramírez (of) e Gio Urshela (3b)
Melhor participação: 11º lugar (2013)
Objetivo realista: quartas de final
A Colômbia é um exemplo claro de como a criação de uma liga profissional impulsiona uma modalidade em um país. O beisebol sempre teve força no litoral, sobretudo Barranquilha e Cartagena, mas a seleção dependia fundamentalmente de alguns jogadores que conseguiam encaminhar sua carreira em países mais tradicionais do Caribe ou nos Estados Unidos. Com a criação da liga colombiana, a quantidade de jogadores cresceu, e o resultado disso é o aumento de jogadores na MLB. Como equipe, a Colômbia ainda oscila muito dentro de um jogo para o outro. É capaz de atuações altamente competitivas em um dia, e uma derrota constrangedora no dia seguinte. Em um grupo equilibrado como o A, é uma seleção totalmente coringa. Pode se classificar ou ser “rebaixada”.
CUBA
Principais jogadores: Yoán Moncada (3b), Liván Moinelo (p) e Alfredo Despaigne (c)
Melhor participação: vice-campeão (2006)
Objetivo realista: quartas de final
Outra incógnita do torneio. Se os cubanos pudessem montar sua seleção com força máxima, seria uma candidata ao título (correndo por fora). Isso até seria possível pelo regulamento, já que não há restrição para que Cuba utilize jogadores que desertaram para outros países. No entanto, a federação cubana definiu que só convidaria os cubanos da MLB que não tenham histórico de dar muitas declarações contra o governo do país. Isso já reduziria o talento da equipe, mas ficou ainda pior porque alguns jogadores que não sofrem restrição disseram que só aceitariam a convocação se todos fossem chamados. Desse modo, Cuba conta com apenas um jogador que atua na MLB (Yoán Moncada). Ainda há bons jogadores que atuam no Japão, no México e jovens em ligas menores dos EUA, mas os cubanos tiveram de chamar veteranos para ter um time completo com mais peso internacional.
PANAMÁ
Principais jogadores: Edmundo Sosa (if), Miguel Amaya (c) e Johan Camargo (if)
Melhor participação: 13º lugar (2023)
Objetivo realista: quartas de final
É uma equipe com perfil semelhante ao da Colômbia. Alguns jogadores na MLB encabeçando um elenco formado majoritariamente por promessas em ligas menores nos EUA ou veteranos em ligas pela América Latina (incluindo a liga profissional local). Em um grupo com forças mais estabelecidas, lutaria para ser terceiro ou quarto. Mas, diante de uma chave equilibrada como esta, pode até sonhar com a classificação se os jogadores estiverem em uma semana inspirada.
GRUPO B (Houston)
ESTADOS UNIDOS
Principais jogadores: Aaron Judge (of), Bryce Harper (1b), Tarik Skubal (p), Paul Skenes (p) e Bobby Witt Jr (ss)
Melhor participação: campeão (2017)
Objetivo realista: lutar pelo título
O interesse dos americanos pelo WBC tem crescido a cada edição e, depois de perder a final de 2023 para o Japão, os EUA entraram com força total. O time da edição passada já era bom no bastão, mas ficava um degrau abaixo na questão dos arremessadores. Desta vez, não. Capitaneado por Aaron Judge, ídolo do New York Yankees e três vezes MVP da Liga Americana, os norte-americanos montaram uma seleção fortíssima, com algumas das melhores opções para cada posição. Além disso, tiveram a preocupação de montar um grupo que faz sentido coletivo, mesclando veteranos com jogadores jovens. É o favorito principal ao título.
BRASIL
Principais jogadores: Leonardo Reginatto (3b), Eric Pardinho (p) e Bo Takahashi (p)
Melhor participação: 14º lugar (2013)
Objetivo realista: garantir vaga automática na próxima edição
O Brasil teve uma má notícia quando foi confirmada a ausência de Bo Bichette, estrela recém-contratada pelo New York Mets e destaque dos Blue Jays na campanha do vice-campeonato de 2025. O shortstop seria a principal arma ofensiva da Seleção, que ainda terá desfalques importantes no montinho, como Daniel Missaki e Dylann Lee. Com isso, o elenco brasileiro será formado pela união de promessas como Lucas Ramírez, Joseph Contreras e Enzo Sawayama com veteranos de outras campanhas da seleção, como Leonardo Reginatto, Tiago da Silva, Lucas Rojo e Murilo Gouvea. Bo Takahashi e Eric Pardinho também merecem destaque. Esse time corre por fora na disputa com a Grã-Bretanha pela quarta vaga do grupo no próximo WBC, mas pode competir.
GRÃ-BRETANHA
Principais jogadores: Jazz Chisholm Jr (2b), Harry Ford (c) e Trayce Thompson (of)
Melhor participação: 15º lugar (2023)
Objetivo realista: garantir vaga automática na próxima edição
O beisebol é um esporte pequeno no Reino Unido, mas um bom aproveito do intercâmbio econômico com os Estados Unidos e de brechas na lei da época da descolonização abriram as portas para os britânicos montarem uma seleção competitiva. O elenco é formado por americanos filhos ou netos de ingleses, ingleses de nascimento que cresceram nos EUA e caribenhos cujos pais tinham cidadania britânica (ou direito a ela) antes da independência de suas nações. Foi assim que o Jazz Chisholm Jr e Trayce Thompson (irmão de Klay Thompson, estrela da NBA) puderam se integrar à seleção britânica. É uma equipe que, no limite, pode tentar brigar com a Itália pela terceira posição, mas deve mesmo é disputar a quarta com o Brasil.
ITÁLIA
Principais jogadores: Aaron Nola (p), Jac Caglianone (of) e Vinnie Pasquantino (1b)
Melhor participação: 7º lugar (2013)
Objetivo realista: quartas de final
A Itália tem um beisebol tradicional dentro do cenário europeu, com uma liga semi-profissional estabelecida há décadas e clubes tradicionais, com trabalho de categorias de base. Mas não é esse o beisebol italiano que veremos no WBC. A Azzurra do bastão é uma seleção de jogadores da MLB com pais ou avós italianos. Isso faz que o time, que até seria competitivo, se reforce com nomes como Vinnie Pasquantino, Dominic Canzone, Jac Caglianone, Aaron Nola, Michael Lorenzen e Adam Ottavino. Os reforços colocam a Itália como um candidato real a chegar entre os oito primeiros. Isso já ocorreu duas vezes, em 2013 e 23, mas o chaveamento atrapalhou dessa vez. Os italianos até têm chances contra o México na luta pelo segundo lugar, mas seria uma surpresa.
MÉXICO
Principais jogadores: Andrés Muñoz (p), Randy Arozarena (of), Alejandro Kirk (c) e Jarren Durán (of)
Melhor participação: 3º lugar (2023)
Objetivo realista: lutar pelo título (correndo por fora)
Foi uma das grandes atrações da edição passada do WBC. Venceu os Estados Unidos na primeira fase e ficou a três eliminações de vencer o Japão e chegar à final. Os mexicanos tentam aproveitar esse bom momento do beisebol do país – reforçado pelo aumento de popularidade e investimentos da liga local – para dar os passos que faltam para conquistar o mundo. O elenco é formado por uma mescla de jogadores mexicanos com americanos de origem mexicana. Praticamente todo o time tem experiência de muitas temporadas na MLB, sendo que alguns deles são destaques em equipes importantes (Andrés Muñoz é um dos melhores fechadores do mundo, Jarren Durán já foi MVP de All-Star Game, Randy Arozarena, cubano naturalizado, tem MVP de final de Liga Americana, por exemplo). No entanto, ainda não é uma equipe tão completa quanto outras do torneio.
GRUPO C (Tóquio)
JAPÃO
Principais jogadores: Shohei Ohtani (dh), Yoshinobu Yamamoto (p), Seiya Suzuki (of), Kazuma Okamoto (if) e Munetaka Murakami (if)
Melhor participação: campeão (2006, 09 e 23)
Objetivo realista: lutar pelo título
O WBC é algo muito grande no Japão, batendo recordes de audiência e dominando os debates na intertemporada que o antecede. Se somar essa motivação com o fato de os japoneses contarem com uma geração especialmente talentosa, é natural que os Samurais entrem no torneio como candidatos a mais um título. O único grande nome que não disputou o torneio é Roki Sasaki, que teve muitos problemas físicos na temporada passada. Além disso, Shohei Ohtani não arremessará no torneio, ficará apenas no bastão. De qualquer maneira, ainda há profundidade no elenco japonês para pensar no título (seria o bicampeonato consecutivo, tetra no total).
AUSTRÁLIA
Principais jogadores: Travis Bazzana (if), Curtis Mead (if) e Blake Townsend (p)
Melhor participação: 7º lugar (2023)
Objetivo realista: quartas de final
A Austrália nunca é mencionada como uma grande nação do beisebol. E talvez nem devesse. Mas é justo colocá-la na categoria de países em que o esporte tem raiz consolidada e produz bons jogadores em volume suficiente para sempre formar seleções competitivas. Mesmo à sombra do futebol australiano, do rugby league, do críquete e do rugby union, o beisebol australiano consegue sustentar uma liga profissional há 15 anos e sempre tem representantes nas grandes ligas. O destaque do time atual é Travis Bazzana, primeira escolha do draft da MLB em 2024. Mas mesmo o grande contingente de jogadores internacionalmente desconhecidos da equipe merece cuidado: são profissionais que atuam em nível competitivo e sabem endurecer uma partida. Na edição passada do WBC, a Austrália surpreendeu ao eliminar a Coreia do Sul na primeira fase e chegar às quartas de final. É o mesmo objetivo deste ano.
COREIA DO SUL
Principais jogadores: Lee Jung-Hoo (of), Kim Hye-Seong (ut) e Kim Do-Yeong (3b)
Melhor participação: vice-campeão (2009)
Objetivo realista: quartas de final
O beisebol é o esporte mais popular da Coreia do Sul, com a liga local batendo recordes de média de público e audiência na TV. Ainda assim, o desempenho da seleção tem decepcionado nos últimos anos. Os sul-coreanos não passam de fase no WBC desde 2009 – quando perderam o título para o rival Japão na décima entrada – e chegar ao mata-mata é questão de honra. Ainda mais em um grupo com os dois rivais asiáticos, Japão e Taiwan. O time tem como principal arma o ataque, com Lee Jung-Hoo do San Francisco Giants sendo o nome mais conhecido.
TAIWAN
Principais jogadores: Yu Chang (if), Tsung-Che Cheng (if) e Tzu-Wei Lin (if)
Melhor participação: 8º lugar (2013)
Objetivo realista: quartas de final
Entre as três grandes nações do beisebol asiático, Taiwan sempre viveu à sombra de Japão e Coreia do Sul. No entanto, isso começou a mudar nos últimos anos. O investimento na CPBL (liga taiwanesa) tem aumentado, inclusive com a construção do Taipei Dome (estádio para 40 mil torcedores, o maior do país). O país que era conhecido apenas pelos títulos da Little League (sub-12), passou a competir em alto nível também no adulto. A maior conquista do beisebol taiwanês veio em 2024, com o título do Premier12, o segundo torneio de seleções mais importantes do mundo, após vencer o Japão em Tóquio na decisão. Repetir o resultado sobre os japoneses seria histórico, mas a meta mais realista é se meter na disputa pelo segundo lugar do grupo com Coreia do Sul e Austrália.
TCHÉQUIA
Principais jogadores: Marek Chlup (of), Martin Cervenka (c) e Marek Minarik (p)
Melhor participação: 14º lugar (2023)
Objetivo realista: fazer partidas dignas
A seleção que encantou o mundo no último WBC está de volta. A Tchéquia é realmente uma seleção amadora, formada por jogadores que têm empregos comuns e jogam beisebol nas horas vagas. Ainda assim, a liga tcheca tem organização decente, o que dá algum ritmo competitivo a esses jogadores. Em 2023, esse time foi forte o suficiente para vencer a China e garantir vaga para o Mundial deste ano, mas dificilmente repetirá a dose em um grupo bem mais forte.
GRUPO D (Miami)
HOLANDA
Principais jogadores: Xander Bogaerts (ss), Ozzie Albies (2b) e Ceddanne Rafaela (of)
Melhor participação: 4º lugar (2013 e 17)
Objetivo realista: quartas de final
A Holanda já tem o melhor beisebol da Europa, tanto pela estrutura da liga local quanto pela quantidade de jogadores que praticam o esporte no país (na adolescência, o craque Johan Cruyff chegou a ter dúvida se seguia a carreira no futebol ou no beisebol, por exemplo). Mas, para o WBC, os holandeses ficam ainda mais fortes por contarem com os jogadores de Curaçao e Aruba, ilhas que fazem parte do Reino dos Países Baixos e têm no beisebol seu esporte mais popular. Assim, uma seleção que já contaria com nomes como Didi Gregorius (nascido em Amsterdã) recebe o reforço de Ozzie Albies, Ceddanne Rafaela, Kenley Jansen e Druw Jones, entre outros.
ISRAEL
Principais jogadores: Harrison Bader (of), Dean Kremer (p) e Tommy Kahnle (p)
Melhor participação: 6º lugar (2017)
Objetivo realista: garantir vaga automática na próxima edição
Já houve tentativas de estabelecer o beisebol em Israel, inclusive com uma liga profissional. No entanto, ela acabou não emplacando e há pouca produção de jogadores no país. Dessa maneira, os israelenses foram buscar na comunidade judaico-americana os atletas para montar um time de beisebol de bom nível. E o resultado é uma seleção realmente competitiva, formada quase toda por jogadores da MLB. Isso permitiu a Israel chegar entre os oito primeiros em 2017 (eliminando a Coreia do Sul em Seul) e manter sua vaga no torneio desde então. No entanto, a qualidade dos jogadores recrutados tem caído a cada edição do WBC, e um avanço de fase parece cada vez mais distante. Em 2023, uma virada no final contra a Nicarágua evitou o “rebaixamento” israelense, e provavelmente o time dependerá da repetição desse resultado para se classificar ao Mundial de 2029.
NICARÁGUA
Principais jogadores: Mark Vientos (if), Jeter Downs (if) e Cheslor Cuthbert (3b)
Melhor participação: 19º (2023)
Objetivo realista: garantir vaga automática na próxima edição
O beisebol é o esporte mais popular da Nicarágua, e o país conta com uma liga profissional há décadas. No entanto, os nicaraguenses não conseguiram desenvolver jogadores no mesmo volume de outros países caribenhos, como República Dominicana, Cuba, Porto Rico e Venezuela. Ainda assim, a Nicarágua tem um time formado por jogadores que atuam em bom nível por ligas da América Latina e sabem como uma boa atuação no WBC pode impulsionar suas carreiras. É uma equipe que pode dar trabalho em qualquer jogo, ainda que a perspectiva realista seja brigar com Israel para fugir do “rebaixamento”.
REPÚBLICA DOMINICANA
Principais jogadores: Juan Soto (of), Vladimir Guerrero Jr (1b), Fernando Tatís Jr (of), Julio Rodríguez (of) e Christopher Sánchez (p)
Melhor participação: campeão (2013)
Objetivo realista: lutar pelo título
Mostrar-se como a grande nação “pelotera” do mundo é sempre questão de honra para os dominicanos, tanto a torcida quanto os jogadores. Por isso, não é difícil convencer as principais estrelas do país a disputar o WBC. Para este ano, a seleção da República Dominicana fica lado a lado com o Dream Team americano em questão de talento no ataque, devendo apenas um pouco entre os arremessadores. É uma seleção que pode perfeitamente conquistar o título, desde que consiga deixar de lado o excesso de confiança – o famoso “salto alto” – que às vezes compromete o desempenho da RD nos Mundiais.
VENEZUELA
Principais jogadores: Ronald Acuña Jr (of), Luis Arráez (2b), Salvador Pérez (c), William Contreras (c) e Jackson Chourio (of)
Melhor participação: 3º lugar (2009)
Objetivo realista: lutar pelo título (correndo por fora)
A Venezuela é a segunda maior exportadora de talento para a MLB, perdendo apenas da República Dominicana. No papel, o ataque tem quase o mesmo nível de Estados Unidos e República Dominicana, talvez igualando o Japão. O problema está no montinho, onde não há tantas opções de arremessadores no nível que se imagina para uma candidata ao título mundial. De qualquer maneira, é uma equipe que pode ir longe se estiver com jogadores inspirados nos momentos decisivos.
