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Rubén Magnano falta em 'falta de compromisso' de estrelas com a seleção, e CBB diz: 'Saída covarde'

A seleção brasileira de basquete masculino voltou às manchetes esportivas nesta segunda-feira, mas não de uma forma positiva.

Em uma transmissão ao vivo com o jornalista Carlos Altamirano, o técnico Rubén Magnano explicou por que não teve sucesso à frente do Brasil, entre os anos de 2010 e 2016. O argentino insinuou que faltou compromisso dos atletas com a seleção.

"Brasil tinha sete jogadores na NBA. Sim, mas quanto eles jogavam em suas equipes? Há jogadores que atuavam mais, outros que nem pisavam na quadra e outros que jogavam dois ou três minutos por partida, não mais que isso", disse o treinador.

"Ter comprometimento com uma seleção nacional é um elemento determinante na hora de buscar um bom resultado. Uma coisa muito curiosa que sempre digo é que o compromisso é o que te permite chegar ao objetivo que você quer. Precisa ter gente realmente comprometida para toda a situação. Senão, será extremamente difícil, por mais nome e talento que você tenha", afirmou.

A declaração de Magnano causou uma resposta quase imediata da Confederação Brasileira de Basketball (CBB). Em nota oficial, a entidade acusou o argentino de não deixar legado algum ao esporte, apesar de receber um "salário astronômico", e chamou a postura de covarde.

"Nunca faltou comprometimento aos nossos atletas. Vestir a camisa do Brasil é motivo de orgulho para todos eles. Ao invés de se eximir da culpa, Rubén Magnano precisa aceitar que os sete anos de trabalho à frente da seleção brasileira masculina adulta não deixaram qualquer legado para o basquete brasileiro, mesmo com o salário astronômico que recebia. Mais do que isso, precisa explicar o motivo disso. Culpar seus comandados durante todo esse período é saída fácil, baixa e covarde".

Nos sete anos à frente da seleção, Magnano levou a equipe aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, e às quartas de final do Mundial em 2014. A grande decepção aconteceu na Olimpíada do Rio de Janeiro, quando o Brasil, mesmo em casa, foi eliminado na primeira fase.