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Bicampeão mundial, Wlamir Marques entra para o Hall da Fama do basquete e se emociona

Wlamir Marques durante evento da Federação Paulista de Basquete, em 2018 Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Nesta quarta-feira (23), Wlamir Marques, um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro, foi introduzido no Hall da Fama do basquete mundial.

Em cerimônia organizada pela Fiba (Federação Internacional de Basquete), em Manila, nas Filipinas, a lenda da seleção brasileira teve o nome oficializado no "Olimpo" do esporte.

Atualmente com 85 anos, Wlamir não pode comparecer ao evento por recomendação médica, mas enviou um vídeo no qual se disse emocionado pela homenagem.

"Eu agradeço demais à CBB. É quase uma comemoração póstuma da Fiba. Estão fazendo 50 anos que parei de jogar, mas fiquei muito emocionado. Me ligaram da Suíça na última semana. É uma emoção que me faltava", declarou.

"Tenho o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, fora as outras homenagens, e essa é muito importante. O tempo vai passando e vão esquecendo", salientou.

Presente na cerimônia, o presidente da CBB, Guy Peixoto Jr., destacou a introdução do "Diabo Loiro" ao Hall da Fama.

"Wlamir foi um gênio nas quadras, é um cara que merecia demais essa homenagem. E foi uma promessa de honra que fizemos para ele, dessa gestão, que nós não iríamos sossegar enquanto o Wlamir não fosse induzido ao Hall da Fama da Fiba", ressaltou.

Em nota oficial, a CBB valorizou a nomeação de Wlamir Marques e destacou a participação da ESPN Brasil, por meio de pesquisas dos jornalistas Marcelo Gomes e Ricardo Zanei, na criação de um dossiê que comprovasse os feitos e a importância do ex-jogador na história do esporte.

Um dos maiores alas do basquete brasileiro, Wlamir Marques teve passagem destacada pelo Corinthians, que defendeu por 10 anos, conquistando três Brasileiros (1965, 1966 e 1969), cinco Paulistas (1964, 1965, 1966, 1968 e 1969), sete Paulistanos (1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969 e 1970) e três Campeonatos Sul-Americanos de Clubes Campeões (1965, 1966 e 1969).

Pela seleção brasileira, foram inúmeras glórias. As principais foram os dois Campeonatos Mundiais, conquistados em 1959 e 1963, além dos vices em 1954 e 1970. No Sul-Americano, foram quatro taças: 1958, 1960, 1961 e 1963.

Com o Brasil, o "Diabo Loiro" ainda conquistou duas medalhas de bronze olímpicas (Roma-1960 e Tóquio-1964), e uma prata e dois bronzes em Jogos Pan-Americanos.

Após se aposentar, ainda teve mais conquistas como treinador, como três Campeonatos Paulistas femininos e um Paulista masculino.