<
>

Sobrinha de Varejão volta ao basquete nos Jogos Mundiais Universitários e revela inspiração em Jokic

play
Sobrinha de Anderson Varejão revela torcida por time na NBA e destaca pivô que a inspira: 'Quebrou estereótipos' (1:03)

Izabel Varejão representou a seleção brasileira de basquete feminino nos Jogos Mundiais Universitários em Chengdum, na China (1:03)

O basquete está no sangue da família Varejão. Anderson jogou 14 temporadas na NBA e foi um dos pilares da seleção brasileira. Sandro disputou o campeonato universitário dos Estados Unidos e fez carreira no Brasil. Agora quem persegue o mesmo objetivo de se tornar profissional é a sobrinha deles.

Izabel Varejão tem 23 anos e também joga como pivô. Longe das quadras por um ano devido à uma concussão, ela voltou a competir nos Jogos Mundiais Universitários de Chengdu, na China. "Meu retorno me surpreendeu, fiquei muito feliz. Quando você fica muito tempo sem jogar basquete, perde ritmo de jogo. Eu estava um pouco nervosa, mas fiquei muito satisfeita com meu desempenho."

Em cinco jogos disputados, Iza teve média de 10,8 pontos e 8,4 rebotes. A seleção feminina ficou em 8° lugar. Na fase de grupos venceu a Romênia e perdeu para a Finlândia. Nas quartas de final foi eliminada pela China.

"Muitas de nós nunca jogamos juntas. Apesar da derrota no último jogo, terminamos de uma forma muito boa, deixando uma mensagem de que tentamos, demos o nosso máximo e estávamos começando a entrosar. Pena que tarde demais", conta.

Oito das 11 brasileiras da seleção universitária jogam no exterior. Entre elas a própria Iza Varejão, que estará de casa nova na próxima temporada. Após quatro anos na Universidade de Michigan, onde não conseguiu ter grandes sequências por conta de lesões e pandemia, a brasileira assinou com o Syracuse.

"Michigan foi um ótimo lugar para mim. Consegui meu diploma, foi maravilhoso, mas eu queria um novo lugar. Por tantas coisas que aconteceram em Michigan, eu queria recomeçar. Acho que só seria possível em um lugar diferente, vai ser uma ótima oportunidade." Novo time de Iza, o Syracuse não disputou os playoffs da NCAA nas últimas duas temporadas. Em 2020/21, foi eliminado na segunda rodada pelo Connecticut.

Apoio e motivação da família Varejão não faltam. A sobrinha mais velha de Anderson conta que eles conversam constantemente e que recebe muitas dicas e apoio. "Falamos sim sobre basquete, mas não é tudo. Muitas vezes é sobre o outro como pessoa. Ele me buscava em Michigan para passar o dia com ele ou final de semana com a família dele. Somos bem próximos."

O objetivo de Iza Varejão é jogar basquete profissional no futuro, e a WNBA é uma alternativa. Sua maior inspiração é a família, mas o atual campeão da NBA, Denver Nuggets, tem um jogador que chama atenção da brasileira.

"Eu gosto do Nikola Jokic há muito tempo, não é modinha. Acho ele genial. Ele acaba com o estereótipo do pivô ser uma pessoa mais “burra”, mais lenta e não tão importante. Acho que ele abre essa visão de todo mundo para os pivôs. Se não fosse por ele, os Nuggets não teriam ido tão longe."