O atletismo brasileiro vive um momento de incertezas. Após o fechamento da B3, que deixou dezenas de profissionais com um futuro incerto em um momento crucial do calendário esportivo, muitos atletas ficaram sem alternativa viável para treinos em São Paulo — e devem ficar sem emprego no fim do ano. Trata-se de um cenário desolador a dois anos de uma Olimpíada em que a modalidade tem chances de conquistar bons resultados.
Neste contexto, o Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo, que já atende gratuitamente cerca de 250 atletas por semana, se transformou em um refúgio para estes esportistas.
Julia de Menis é uma delas. Promessa do salto com vara e atual campeã sul-americana sub-23, ela tem treinado constantemente no NAR e é pupila de Elson Miranda, ex-treinador de Fabiana Murer.
Já o técnico Victor Fernandes supervisiona alguns dos velocistas mais rápidos do Brasil, como Vitor Hugo Mourão e Rodrigo Pereira do Nascimento.
Aliado ao atual momento de crise do esporte e ciente que têm impactado centenas de competidores e treinadores, da base ao alto rendimento, o NAR estuda ampliar o seu trabalho dentro do atletismo nacional.
"Sentimos que o NAR se tornou um alicerce, um refúgio para tantos talentos em um momento difícil. Queremos poder ajudar o esporte competitivo de forma mais efetiva, agregando ainda mais valor ao trabalho que já desenvolvemos. Vamos em busca de apoio para criarmos mais oportunidades para a modalidade", afirma Irineu Loturco, diretor-técnico do NAR.
Desde sua fundação, em 2011, o NAR desenvolve o que há de mais moderno em pesquisa científica e orienta os treinadores a aproveitarem todo esse conhecimento na prática.
Mantido pelo Instituto Península, o núcleo mantém uma parceria com o Centro Olímpico da Prefeitura para atender projetos sociais voltados ao atletismo.
