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Tanzânia e Etiópia desbancam Quênia na 100ª São Silvestre; Brasil vai ao pódio nas duas provas

Sisilia Panga (número 66), da Tanzânia, venceu a prova feminina da 100ª edição da São Silvestre Felipe Marques/Zimel Press/Gazeta Press

O tradicional Quênia ficou sem vencer na histórica 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre.

Sisilia Panga, da Tanzânia, deixou a queniana Cynthia Chemweno e venceu a prova feminina com um tempo de 51min09s. Já Muse Gizachew, da Etiópia, levou a masculina com 44min28s e com direito a ultrapassagem sobre o queniano Jonathan Kamosong nos últimos metros da disputa.

O Brasil foi ao pódio das duas provas. Núbia de Oliveira e Fábio Jesus Correia ficaram com os terceiros lugares.

É a primeira vez desde 2014 que o Quênia não ganha nenhuma das disputas. O tradicional país africano vinha de oito vitórias consecutivas entre as mulheres e duas entre os homens.

Como foi a prova?

HOMENS

O queniano Wilson Maina, que terminou em sétimo lugar na edição de 2024, apostou na mesma estratégia do ano passado e realizou uma largada intensa, se distanciando dos demais corredores nos primeiros minutos de prova. Entretanto, por volta do km 5, ele foi ficando para trás. Um quarteto de africanos, junto do brasileiro Fábio Jesus, ultrapassou o queniano.

A ponta passou a ser disputada por quatro africanos: Jonathan Kamosong (Quênia), Reuben Poguisho (Quênia), Joseph Panga (Tanzânia) e Muse Gizachew (Etiópia). Já na altura do Theatro Municipal, Jonathan disparou na frente dos demais concorrentes e passou a liderar a prova.

Na altura da tão temida subida da Av. Brigadeiro Luiz Antônio, Jonathan seguiu tranquilo, sem ter a liderança ameaçada. Quem também deu tudo o que pode foi o brasileiro Fábio Jesus, que se manteve firme na terceira colocação da prova e terminou no pódio.

Quanto tudo parecia se encaminhar para uma vitória de Jonathan Kamosong, o cenário mudou rapidamente e houve uma reviravolta. Nos momentos finais da prova, já na Avenida Paulista, Muse Gizachew deu um pique final e ultrapassou o rival, terminando a São Silvestre como o grande campeão.

MULHERES

A largada da prova feminina foi equilibrada e não teve ninguém disparando na frente. Cynthia Chemweno, do Quênia, Sisilia Panga, da Tanzânia, e a brasileira Núbia de Oliveira desgarraram do pelotão e lideraram a prova durante boa parte do trajeto. Após oito minutos de prova, passando o Pacaembu, a queniana assumiu a ponta de forma mais isolada, com a tanzaniana na cola.

Pouco antes da metade da prova, Sisilia ultrapassou Chemweno e abriu distância na primeira colocação. Assim, a atleta da Tanzânia chegou à Avenida Brigadeiro Luis Antônio já “sozinha” e cruzou a linha de chegada, na Avenida Paulista, 900, em primeiro lugar, garantindo-se como campeã da 100ª São Silvestre.