Vice-campeão olímpico e campeão mundial em 2025, Caio Bonfim conquistou a medalha de bronze no Mundial de Marcha Atlética, disputado neste domingo (12), em Brasília. O ouro ficou com o italiano Francesco Fortunato, enquanto a prata foi entregue para Misgana Wakuma, da Etiópia.
O brasileiro fez o tempo 1h27min36s. Em entrevista ao SporTV após a conquista do terceiro lugar, Caio fez um longo desabafo, disse que teve medo de não conquistar nenhuma medalha atuando “em casa” e que não é fácil viver de marcha atlética no Brasil.
“No dia que Brasília saiu como sede, eu falei: ‘Nossa, tô lascado!’ É muita responsabilidade. Ver isso aqui lotado. A cidade em que nasci, que escolhi treinar e representar. No início da carreira eu era xingado, cara. E essa é a voz de quem apoia agora”.
“Ter essa galera aqui a cada volta. Eu pensava: ‘Não posso decepcionar’. Comecei a sentir a perna. Fui enganando o corpo velho. É meu sétimo Mundial de Marcha. Toda prova batendo na trave. Deus escolheu esse dia, em Brasília, para eu preencher meu álbum de figurinha”.
“Faltava essa medalha de Mundial de Marcha, em casa. É um sonho realizado. Muitos vão falar: ‘Terceiro, e ainda está comemorando’. São dez anos buscando essa medalha. Estou muito emocionado, porque queria muito. Tinha muito medo de voltar ao hotel cabisbaixo, sem medalha. No Brasil, viver de marcha atlética, medalha não tem cor. Para mim é tudo ouro”, finalizou.
Além da terceira posição de Caio Bonfim, o Brasil ainda teve outros competidores na prova. Max Batista dos Santos foi o 26º colocado, e João Paulo Nobre o 66º. Lucas Mazzo não completou a prova, e Matheus Correa, com um quadro de influenza, não participou.
