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Penta com a seleção diz que 'só talento não ganha Copa do Mundo' e lembra bastidores de 2006: 'Parecia reality show'

Em entrevista ao podcast Flow Sport Club, o ex-volante Edmílson lembrou da preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2006, em Weggis, na Suíça


A seleção brasileira entrará em campo nesta quinta-feira (11) sabendo que pode ficar ainda mais perto de garantir uma vaga na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Líder das eliminatórias da Conmebol, a equipe do técnico Tite enfrenta a Colômbia, na Neo Quimica Arena, com bola rolando a partir de 21h30 (de Brasília).

A classificação iminente ao Mundial dará ao time verde-amarelo a chance de buscar a sexta estrela e encerrar um jejum que completará duas décadas no próximo ano.

Todas as repercussões, entrevistas, análises e opiniões de Brasil x Colômbia, nesta quinta-feira (11), você assiste no Linha de Passe, logo após a partida, com transmissão pela ESPN no Star+.

Campeão com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002, Edmílson admitiu que nunca imaginou um período tão grande do Brasil sem títulos novamente.

“Não esperava (que o time de 2002 fosse o último campeão). Acho que tivemos 2006 próximo, um elenco muito bom, mas com uma organização péssima. Em 2010, acho que aqueles 30 minutos contra a Holanda... um time que também não era tão qualidade como o de 2006, mas a estratégia que o Dunga fez de bloquear um pouco a mídia, de fechar o time, a estratégia foi muito boa. Mas não imaginava que o Brasil iria ficar tanto tempo sem vencer uma Copa do Mundo”, afirmou Edmílson durante o podcast Flow Sport Club, colocando o Brasil como um dos favoritos à conquista do próximo Mundial.

“Acredito (no título em 2022), o Brasil sempre chega favorito nas Copas. Oitavas, quartas de finais. A questão é definição de estratégia de jogo, de local onde vai ficar. Em 2018, por exemplo, foi ruim na minha visão. Ficou em Sóchi, que é tipo Balneário Camboriú. Os jogos do Brasil na primeira fase eram todos em Fortaleza, Bahia, três, quatro horas de voo. Você não vai para uma guerra dentro de um balneário. Você vai para guerra numa estratégia bem legal para poder focar no que é determinante que é o futebol, isso tem muita influência”.

Convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 2006, Edmílson acabou fora da competição por conta de uma lesão no menisco lateral do joelho direito. O jogador chegou a fazer a preparação com a equipe na estadia em Weggis, na Suíça, mas acabou dando lugar a Mineiro no grupo brasileiro.

“Em 2006 fui convocado e cortado a 15 dias da estreia, uma lesão. A preparação foi na Suíça, para a Copa da Alemanha, e foi muito ruim. A CBF vendeu os direitos para a Globo e parecia um reality show. Tinha 10 mil pessoas assistindo cada treino... hoje em dia interfere muito, foco, concentração, sabe o que quer, jogar no coletivo, vários fatores fundamentais para uma conquista de uma Copa do Mundo”, disse o ex-jogador, destacando a necessidade de haver uma organização fora do padrão normal para chegar à conquista de um título mundial.

“Isso nós comprovamos em 98, 2006, 2010, só o talento não se ganha uma Copa do Mundo e uma competição no futebol. Hoje estão muito iguais os clubes, seleções. Se não tiver um algo mais, de organização, de renúncia, de falar 'são 50 dias de preparação para a Copa, de pré-temporada, imersão mesmo', você não consegue vencer. Hoje em dia é assim”.

“Em todos os clubes que passei, dentro do Brasil e fora, seleção, tive que ter essa postura e os times campeões que participei também. Do contrário não conseguia”.

Com dez vitórias em 11 jogos, a seleção lidera as eliminatórias da Conmebol com 28 pontos. A expectativa é, muito possivelmente, garantir de vez a vaga na Copa do Mundo de 2022 na próxima rodada.

Após a partida desta quinta-feira contra a Colômbia, o Brasil volta a campo no dia 16, contra a Argentina, no Estádio San Juan del Bicentenario, em San Juan, às 20h30, pela 14ª rodada.