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No UFC, Jandiroba exalta ascensão do MMA feminino: 'De mãos dadas com processo histórico'

Neste sábado (15), Virna Jandiroba encara a americana Felice Herrig no card do UFC 252, de olho em garantir sua segunda vitória consecutiva pela entidade e posicionar seu nome na lista de lutadoras brasileiras em ascensão no show. Em grande momento, o MMA feminino brasileiro conta com atletas consolidadas, ex-campeãs em outras ligas buscando repetir o sucesso no Ultimate – como é o caso da baiana – e jovens promessas com potencial de se tornarem estrelas da companhia. Tudo bastante justificável, na visão da peso palha (52 kg).

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Virna exaltou a importância da participação dos principais ícones do MMA feminino do Brasil na mudança vista atualmente, onde, por vezes, o grupo de lutadoras tupiniquins consegue melhores resultados do que os atletas do masculino. Ainda de acordo com a baiana, o processo histórico vivido pela sociedade nos últimos anos também colabora para a ascensão das mulheres brasileiras na modalidade que, até pouco tempo atrás, só tinha olhos para os homens.

Liderada por Amanda Nunes – detentora dos cinturões peso galo (61 kg) e peso pena (66 kg) do UFC – e Cris ‘Cyborg’ – atual campeã da divisão até 66 kg do Bellator e ex-campeã do UFC, a tropa brasileira no MMA feminino conta ainda com nomes que fizeram sucesso em outras ligas, como Jennifer Maia, próxima desafiante ao título dos moscas (57 kg) do Ultimate, e jovens promissoras, como Amanda Ribas e Ariane Lipski, para citar apenas duas.

“Eu acho que é um recorte. Na verdade, o esporte é um recorte social. Acredito que muitas meninas, a exemplo da Amanda (Nunes), a Cris (Cyborg), Jéssica (Bate-Estaca), têm representado bastante, e isso estimula as mais jovens. As meninas começam a treinar mais, começam a ver que é possível viver do MMA, ser campeã. Eu acho que isso cria um movimento de estímulo. E as meninas são muito talentosas. Nós brasileiros temos muito talento. É um processo que anda de mãos dadas com esse processo histórico que nós estamos vivendo, de ascensão das mulheres”, apontou Virna Jandiroba.

Ex-campeã peso palha do Invicta FC e com apenas uma derrota em sua carreira, justamente em sua estreia pelo UFC, diante da experiente Carla Esparza – vencedora do cinturão inaugural da categoria no Ultimate -, ‘Carcará’, como é conhecida, tem os requisitos para trilhar caminho semelhante ao da compatriota Jennifer Maia, que no próximo dia 21 de novembro pode se tornar a mais nova soberana do peso mosca. Para isso, a vitória sobre Felice Herrig neste sábado é fundamental, e Jandiroba sabe qual a estratégia a seguir para atingir seu objetivo.

“Na verdade, a Felice nunca lutou muito com meninas grapplers. Então, eu acho que tenho isso a meu favor. Agora, ela é uma menina que não deve ser subestimada, uma menina forte, versátil. E todo mundo sabe que minha especialidade é o chão, apesar de eu ter treinado bastante a parte técnica em pé – tenho treinado bastante – mas a gente sabe qual o meu plano A. Meu plano A é a finalização. Se vier a finalização, tudo ótimo, se não, a gente vai sair na porrada, como dizem (risos)”, destacou a baiana, antes de completar.

“Eu nunca escondi a minha ambição de chegar ao topo, de estar entre as melhores. Só que hoje eu penso em fazer isso de forma mais tranquila, passo a passo, pensando em uma luta de cada vez. Com os pés no chão, caminhando devagar, mas sempre com o propósito de chegar lá (no topo). Acredito que eu entrando no top 15, na próxima luta eles possam me dar já uma top 10. A gente vai trilhando o caminho passo a passo”, concluiu.

No MMA profissional desde 2013, Virna Jandiroba soma 15 vitórias, sendo 12 por finalização, e apenas uma derrota em seu cartel. Sua adversária, Felice Herrig retorna aos octógonos neste sábado após ficar afastada por quase dois anos, em razão de uma lesão no joelho. A americana possui 14 triunfos e oito reveses em sua carreira.