Edinson Cavani esteve perto de acerto com o Atlético de Madrid na janela de transferências do inverno europeu. Mas, o que parecia ser um casamento iminente, foi por água abaixo. E com trocas de farpas dos dois lados.
Começou com Enrique Cereze, presidente colchonero. O dirigente falou sobre a negociação depois da derrota por 1 a 0 para o Real Madrid no último sábado (1º) e disse que "é uma vergonha a situação de alguns jogadores com seus representantes e familiares" e que o clube "não está aqui para ser roubado".
As palavras, claro, não foram bem recebidas do lado de Cavani. Nesta terça-feira (4), a mãe do atacante uruguaio, Berta Gómez, rebateu as declarações do presidente do Atlético.
"Não entendemos porque o presidente disse uma barbaridade dessas. Nos magoou muito, porque é totalmente falso que Walter (irmão e agente de Cavani) pediu algum valor para assinar o contrato", disse Berta, em entrevista ao jornal As.
"Este senhor deveria explicar aos torcedores o verdadeiro motivo de Cavani não ter ido ao Atlético. Primeiro, o PSG não quis deixá-lo sair, e, segundo, o Atlético nunca ofereceu o que o PSG pediu quando decidiu negociar", completou.
Apesar do mau estar, a mãe de Cavani não descartou que o filho chegue a um acordo com o Atlético de Madrid no meio do ano. Mas, para isso, exigiu um pedido de desculpas.
"Dinheiro nunca foi um problema. Se fosse por dinheiro, Edinson teria ido ao Manchester United, Chelsea ou Inter Miami (time de David Beckham nos Estados Unidos)", explicou.
"Não (é impossível que Cavani acerte com o Atlético futuramente), mas o presidente tem que pedir desculpas. Nós não somos pessoas rancorosas e tudo pode se resolver se ele se retratar pelo que disse. Meu filho vai receber ofertas, não há dúvidas disso, mas segue pensando em jogar no Atlético porque tem vontade de trabalhar com Cholo (Simeone)", acrescentou.
O vínculo do Cavani com o PSG se encerra em julho. O atacante está no clube francês desde 2013.
