<
>

Com Drake e LeBron James, disputa entre Nike e New Balance para vestir o Liverpool vai parar na Justiça

Em abril deste ano, a ESPN mostrou que o Liverpool ficou muito próximo de um acerto com a Nike como sua nova fornecedora de material esportivo. Só que a New Balance, atual parceira dos Reds, decidiu não ceder tão facilmente, e a questão foi parar na Justiça, como foi reportado em 24 de setembro.

E o grande dia chegou, pois o caso começa a ser decidido justamente nesta sexta-feira, na Suprema Corte de Londres.

A Nike ofereceu ao atual líder da Premier League 30 milhões de libras (R$ 160,75 milhões por ano), mais 20% de royalties em vendas de uniformes.

Ou seja: com sua gigantesca rede de distribuição por todo o mundo (que é muito maior do que a da atual fornecedora dos Reds), a Nike calcula que pode ampliar ainda mais a venda de peças do atual campeão europeu, o que aumentaria, ao mesmo tempo, os seus lucros e do clube britânico.

Só que a New Balance, que produziu as duas camisas mais vendidas da história do Liverpool (nas temporadas 2017/18 e 2018/19), alega ter uma cláusula contratual na qual tem o direito de ao menos igualar a proposta feita por qualquer concorrente, e, caso de fato faça isso, o vínculo, que se encerra no fim de maio de 2020, deve ser automaticamente renovado.

Por conta disso, o caso foi parar no "tapetão", e agora é a Justiça inglesa que decidirá quem será a fornecedora de material esportivo dos Ia partir da temporada 2020/21.

Vale lembrar que a New Balance paga 45 milhões de libras (R$ 241,13 milhões) fixos por ano ao Liverpool.

DRAKE, LEBRON E SERENA

De acordo com documentos obtidos pelo jornal Liverpool Echo, a Nike tem tanta certeza de vitória na Justiça que até já prepara uma estratégia de divulgação monstruosa para o lançamento dos novos uniformes dos Reds.

Para promover as peças, a megacorporação quer colocar nomes como o rapper Drake, a tenista Serena Williams e o craque do basquete LeBron James vestindo itens do Liverpool em propagandas de escala mundial.

Vale lembrar, aliás, que LeBron é acionista minoritário dos Reds, tendo comprado 2% das ações do clube em 2011, por US$ 6,5 milhões.

A Nike também prometeu comandar o marketing do Liverpool "de uma maneira consistente ao tratamento também dado aos clubes top da empresa no futebol inglês, como Tottenham e Chelsea".

QUANTAS LOJAS?

Segundo os documentos envolvidos no processo, a New Balance prometeu ao Liverpool em 2011, quando o acordo inicial entre as partes foi feito, que colocaria os produtos do clube à venda em 43 mil lojas ao redor do mundo.

No entanto, ao final da temporada 2018/19, só 2.975 estabelecimentos recebem os utensílios oficiais dos Reds, o que teria deixado a equipe inglesa extremamente decepcionada.

A Nike, por sua vez, alega que pode garantir um mínimo de 6 mil lojas, com potencial para subir sem problemas a 13 mil.

O Liverpool ainda alega que, seguindo as normas estabelecidas no contrato, procurou a New Balance no ano passado para tratar de uma renovação, encomendando um estudo da consultoria Deloitte para saber se a empresa de fato poderia cumprir o que foi prometido em 2011.

A Deloitte, porém, chegou à conclusão de que "uma marca como a Nike consegue maximizar a distribuição de produtos de uma maneira que uma concorrente como a New Balance não tem capacidade de fazer".

Os Reds salientam que, por conta disso, abriram negociações com outras empresas, apesar da New Balance alegar que ainda possui uma cláusula que lhe permite ao menos igualar a proposta feita por uma marca rival.

No próximo domingo, o Manchester United recebe o Liverpool, em Old Trafford, pela Premier League, com transmissão exclusiva da ESPN Brasil e do WatchESPN.