<
>

Copa América: Brasil joga para ser campeão mais 'europeu' da história

Se o Brasil vencer o Peru no próximo domingo, às 17h, no Maracanã, consagrará o elenco mais europeu a ser campeão da Copa América. O grupo de Tite, com 20 jogadores atuando no Velho Continente, superará um recorde que já é verde e amarelo, do time do último título, em 2007.

Dos convocados de 2019, os únicos que não jogam na Europa são Cássio, Fagner (ambos do Corinthians) e Everton Cebolinha (do Grêmio). É o mesmo número dos campeões de 12 anos atrás, sob o comando de Dunga, mas o grupo tinha 22 atletas, logo, um “forasteiro” a menos.

Na última conquista brasileira no principal torneio sul-americano de seleções, as exceções entre os 19 europeus eram Alex Silva, Josué (ambos do São Paulo) e Kléber (do Santos).

Já houve na Copa América, no entanto, uma equipe campeã atuando com menos nomes que jogavam no próprio país, o Uruguai de 2011, que ficou com o título com apenas dois atletas “caseiros”. Dos 21 de fora do futebol local, no entanto, apenas 16 estavam na Europa.

De 2007 para cá, aliás, o vencedor com o maior número de locais foi o Chile de 2016, campeão com “só” 17 forasteiros – 13 da Europa. No título também conquistado pelo país no ano anterior, em 2015, eram 19 atuando longe do futebol chileno, sendo 15 no Velho Continente.

Já se o título ficar com o Peru no próximo domingo, serão 17 campeões “estrangeiros”. Na Europa, no entanto, o número é bem mais modesto, apenas quatro. Os demais estão espalhados em Estados Unidos, México, Argentina, Chile, Arábia Saudita e até Brasil – com três nomes (Miguel Trauco, do Flamengo; Cueva, do Santos; e Paolo Guerrero, do Internacional).

O baixo número de jogadores atuando no próprio país contrasta com as marcas pré-1975, quando o torneio ainda era conhecido como Sul-Americano. Antes do título conquistado pelo Peru com três “estrangeiros” há 44 anos, nenhum elenco campeão tinha “forasteiros”.