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'Bateu na mão': veja o que foi dito entre campo e VAR no lance de gol anulado do Palmeiras contra o Remo

O Palmeiras ficou na bronca com a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein no empate por 1 a 1 com o Remo, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro. Nos minutos finais de partida, Bruno Fuchs marcou o que seria o gol da vitória do Verdão. Porém, após análise do VAR, o tento foi invalidado por toque de mão de Flaco López na origem.

Em áudio publicado pela CBF a respeito do lance, Klein identifica um possível toque de mão assim que a bola entra. Na cabine, Rafael Traci (VAR) e Johnny Barros de Oliveira (AVAR) identificam a possível irregularidade e pedem que o árbitro de campo vá à cabine revisar.

Áudio do VAR do gol (mal) anulado de Fuchs em Remo 1 x 1 Palmeiras:

Árbitro: “Tem uma possível mão que eu não consigo visualizar”

AVAR: “Mão, bateu na mão”

VAR: “Bate direto na mão e vai para frente”.

VAR: “Mão em app”

VAR: “Rafa, me escuta? Vou te recomendar a revisão para possível mão do jogador de branco”

Árbitro: “Perfeito”

AVAR: “Dá um zoom na mão”

Árbitro: “Visualizei aqui. É a partir desse toque que a bola sobra para o jogador de branco fazer o gol”

Árbitro: “Estou anulando o gol por mão sancionável”

Após a partida, com o empate por 1 a 1 consolidado, Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, fez um pronunciamento na sala de coletiva e criticou duramente a arbitragem, questionando como o Verdão recuperaria os pontos após supostamente ter sido prejudicado pelo apito.

O Palmeiras também foi às redes sociais para reclamar do lance. O clube recuperou uma dublagem de Gustavo Machado em uma conversa de Rafael Rodrigo Klein com Neymar. O momento aconteceu na partida entre Santos e Atlético-MG. O árbitro, à ocasião, falou com o atacante sobre a regra.

Opinião de Renata Ruel, comentarista de arbitragem da ESPN

“A regra fala que cometerá uma infração um jogador que marcar um gol no adversário diretamente com a mão ou braço, mesmo que em uma ação acidental, ou imediatamente após a bola tocar na mão ou braço deste jogador, mesmo que seja acidental”.

“Na jogada, a bola toca de forma acidental no braço do López, que não é o jogador que faz o gol. A bola ainda vem cabeceada do adversário. É um toque acidental do López, não uma ação deliberada. Se fosse um braço deliberado, ampliando espaço corporal, aí poderíamos entender como infração”.

“Mas percebemos que é um toque acidental, e a bola sobra para o Fuchs. Pela regra do jogo, como o toque é acidental e não é do jogador que marcou o gol, tem que ser validado”.

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