Enquanto muitos sonham com a carreira de jogador de futebol, o ex-atacante argentino Daniel Osvaldo sonhava em se livrar desse título, e finalmente o realizou. Em 2016, com 30 anos de idade, o então jogador do Boca Juniors abandonou tudo o que havia conquistado para virar músico.
“O futebol me fazia feliz, mas o que o rodeia não. Sempre pensei em ter uma banda de rock e quando comecei no esporte ainda não sabia que futuro eu queria seguir”, disse ao portal português Record.
Com uma carreira de 10 anos pela Europa, onde passou por equipes como Fiorentina, Roma, Juventus, Internazionale, Espanyol, Porto e até a seleção italiana, quando se naturalizou, hoje o ex-atleta tem a sua própria banda, chamada ‘Barrio Viejo’, que toca por diferentes bares em Barcelona.
“Os outros me apoiam, mas não me entendem. Eu falo para eles que posso ser feliz mesmo que não ganhe dinheiro com isso”, contou. “Meu sonho é tocar com o ‘Barrio Viejo’ até morrer, não me importa que seja para 10 ou 100 mil pessoas”, completou.
Quando questionado sobre seu compatriota Messi, o jogador afirma que tem dó, e que o craque argentino está trancado em uma ‘prisão de ouro’.
“Ele vive numa prisão de ouro. Não podia estar aqui conosco bebendo, e isso para mim é importante”, lamentou.
“Os jogadores que estão nesse nível nem em sua casa estão. Eles compram a maior televisão do mundo, mas nem à sala vão. Para que comprar uma Ferrari se você está a apenas 15 minutos do centro de treinamento? ”, questionou o ex-atleta.
Mesmo que afastado do futebol fisicamente, Osvaldo ainda acompanha o esporte de longe, assistindo aos jogos e analisando os atletas.
“O Cristiano Ronaldo não nasceu com o talento de Messi, mas ele é uma máquina, sendo mais esforço do que talento natural, o que tem o mesmo valor”, opina.
“Ele chega em casa e faz 150 abdominais; eu gosto de acender o carvão para fazer um churrasco”, conta o argentino, deixando bem claro as suas prioridades.
A sua paixão pela música também já gerou conflitos com a sua carreira futebolista, tendo treinadores e torcedores questionado a sua relação com as drogas, afirmou o ex-jogador.
“O futebol me deu a possibilidade de ajudar a minha família, de cumprir o meu sonho e viajar o mundo. Mas tirou-me a liberdade, e para mim, a liberdade não tem um preço negociável”, finalizou.
