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Giovani Lo Celso: o presente e o futuro do PSG e da seleção argentina

A qualidade individual dos jogadores da seleção argentina é indiscutível - do meio para frente, principalmente - mas por algum motivo o time de Jorge Sampaoli parece não conseguir se encaixar nos últimos tempos.

Giovani Lo Celso, cria das categorias de base do Rosário Central, se destacou para o mundo do futebol após uma ótima Libertadores da América pela equipe auriazul em 2016, chamando a atenção de gigantes europeus por sua qualidade de passe, visão de jogo e criatividade. Foi contratado pelo PSG em julho do mesmo ano e vem sendo tratado como peça importantíssima no esquema do técnico Unai Emery, principalmente após a lesão de Thiago Motta.

No time de Neymar, Cavani e Mbappé, porém, o argentino de 21 anos teve de se adaptar e está cumprindo uma função mais recuada em relação aos seus tempos em Rosário. Segundo o redator do Diário Olé Federico Nogueira, Lo Celso "jogava na posição de 'enganche' (o que chamamos de um camisa 10 clássico), característica que levava desde as categorias de base; já no PSG, ele aprendeu a marcar e assumiu a posição de primeiro volante", que num sistema de jogo que preza a posse de bola, o permite fornecer à equipe uma ótima qualidade de passe e transição entre defesa e ataque. Apesar de jogar cada vez mais longe do gol adversário, já anotou três gols, distribuiu três assistências e completou impressionantes 91% dos passes que tentou nas 20 partidas que atuou nesta temporada.

Tais mudanças em seu jogo também podem beneficiar a seleção argentina ainda mais cedo do que se era projetado na carreira do atleta. Como no Paris Saint Germain, o futebol extremamente ofensivo dos comandados de Jorge Sampaoli pode alocar com perfeição as qualidades de Lo Celso, pois ele somará suas recém-adquiridas forças defensivas ao arsenal ofensivo de Messi, Higuaín, Aguero, Dybala, Di María e outros. "Sampaoli é apaixonado por jogadores que podem cumprir mais de uma função durante uma partida. Além disso, ele acompanha o trabalho de Lo Celso e está muito entusiasmado com tudo que o jovem pode contribuir neste momento e no futuro", completou Federico Nogueira.

O camisa 18 do PSG pode ser o equilíbrio que Sampaoli tanto precisava no seu esquema 4-2-3-1, se destacando numa posição na qual não existem unanimidades no plantel atual - os últimos volantes a serem titulares foram Enzo Pérez (River Plate), Lucas Bíglia (Milan) e Éver Banega (Sevilla), todos questionados por parte da imprensa argentina.

Lo Celso já figurou na última convocação da seleção auri-celeste, para os amistosos contra Nigéria e Rússia no último mês de novembro, e deve continuar sendo um nome garantido na esquadra argentina nos anos que estão por vir.