<
>

'Vou ficar quieto, senão...': Cortez lembra quando foi 'garoto de recado' em briga entre Ceni e Ney Franco no São Paulo

play
'Avisa o Ney Franco para colocar o Cícero': Cortez lembra 'fogo cruzado' entre Rogério Ceni e o treinador em jogo do São Paulo na Sul-Americana (1:11)

Ex-lateral do Tricolor participou do Resenha ESPN e contou histórias dos tempos de São Paulo (1:11)

Anunciado recentemente como novo treinador do time sub-14 do Grêmio, o ex-lateral-esquerdo Bruno Cortez é o convidado desta semana do Resenha ESPN, programa que vai ao ar nesta sexta-feira (30), a partir das 22h (de Brasília), com transmissão pelo plano premium do Disney+.

Multicampeão pelo Imortal na última década, o ex-lateral também teve passagem pelo São Paulo, clube pelo qual conquistou a CONMEBOL Sul-Americana, em 2012. Durante a campanha, Cortez viveu uma situação inusitada que envolveu o ídolo Rogério Ceni.

Nas quartas de final do torneio, o Tricolor empatava sem gols com a LDU de Loja, no Morumbi, até que o então lateral foi "vítima" de uma discussão entre Ceni e o técnico Ney Franco.

Em determinado momento da partida, Ceni queria a entrada do meio-campista Cícero e cobrou do lateral que avisasse ao treinador para fazer a troca. Por outro lado, Ney Franco não aceitou a sugestão do ídolo e mandou o atacante Willian José a campo. No Resenha, Cortez contou como foi a experiência de “garoto de recados”.

"O Rogério falou assim: 'Cortez, avisa o Ney Franco para ele colocar o Cícero'. E eu só olhando. Aí eu falei: 'Ney Franco, o Rogério pediu para colocar o Cícero'. Aí ele respondeu assim: 'Fala para o Rogério que eu que sei'", relembrou Cortez, para depois dizer o que ouviu de cada um.

"'Rogério, ele falou que ele que decide'. 'Fala que ele não está vendo o jogo, não. Ele não está vendo o jogo, não? Fala para ele botar o Cícero'".

"Aí cheguei no Ney, e ele: 'Fala para o Rogério que quem manda no time sou eu'. Aí eu falei: vou ficar quieto senão quem sai sou eu. Vou ficar quieto, estamos no meio do fogo cruzado”, disse o ex-lateral, com bom humor.

“E ele botou o Willian José, né? Foi engraçado, porque o Rogério, desde a época que ele jogava, sempre tinha essa leitura. Ele saia do gol e ia até lá (no meio), filho”.

Naquele dia, em coletiva após a partida, Ney Franco deixou claro que não gostou da postura de Ceni.

“Ele pediu para colocar o Cícero de referência e eu preferi colocar o Willian José. Foi isso que aconteceu. Não gostei das duas coisas. Do pedido dele e do jeito que falou. Eu sou o treinador, quem decide sou eu. Amanhã teremos a conversa com o grupo, que ocorre após todas as partidas e vamos falar sobre isso”.

No Resenha, Cortez disse como era a convivência com o ídolo do Tricolor. “Ele era na boa com todo mundo, ele era na boa com todo mundo, ele era assim, bem de boa assim, um cara do bem, assim, também dava moral também. Até hoje eu esbarro com ele assim, falo com ele, bem tranquilo”, finalizou.

Apesar do título da Sul-Americana com o São Paulo, Ney Franco foi mandado embora do Tricolor em julho de 2013.