O Corinthians foi campeão do Brasileirão de 2005, com Márcio Bittencourt sendo o treinador durante boa parte da campanha. E controlar aquele elenco estrelado era, sem dúvidas, a maior tarefa de todos os comandantes que passaram por lá na época da famosa parceria com a MSI.
Além de Carlitos Tévez, estrela da companhia, o Timão tinha nomes como Roger Flores, Carlos Alberto e Javier Mascherano no plantel.
As polêmicas eram frequentes, com um momento sendo lembrado até os dias de hoje por Bittencourt, convidado do Resenha desta sexta-feira (31), às 22h (de Brasília), com transmissão do Disney+.
Na ocasião, o ex-Barcelona ficou na bronca com uma substituição e não escondeu sua raiva com o treinador.
Depois, a situação acabou contornada por Márcio, que revelou, aos risos, que ficou com muito medo da reação do argentino.
"Fomos jogar em Porto Alegre e reparei que o Mascherano estava mancando e o tirei. Virei para o auxiliar e disse: 'Segura o Mascherano que ele vai querer me matar'. Passou bufando e não quis falar comigo", lembrou Bittencourt.
"Depois, ele me pediu desculpas e admitiu que estava lesionado", complementou.
Márcio comandou o Timão entre maio e setembro de 2005, sendo demitido de forma surpreendente após uma vitória sobre o Flamengo, pelo Brasileirão.
Na ocasião, o time do Parque São Jorge ocupava a 2ª colocação do torneio, enquanto o treinador tinha 65,4% de aproveitamento - o melhor entre todos os últimos 19 técnicos que dirigiram o Coringão desde 1990.
Bittencourt acabou substituído pelo "Delegado" Antônio Lopes, que assumiu as rédeas na reta final e conduziu a equipe paulista ao título da Série A.
Curiosamente, Márcio acabou convidado pela diretoria corintiana para voltar a ser auxiliar do clube, participando da comissão de Lopes. No entanto, ele recusou e partiu para a carreira solo de treinador.
