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Indy 500: Por que o vencedor da prova bebe leite e como isso gerou polêmica com Emerson Fittipaldi

Edição de 2022 da Indy 500 acontece neste domingo, às 13h (Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+


"O maior espetáculo do automobilismo". É assim que são definidas as 500 Milhas de Indianápolis, cuja edição de 2022 acontece neste domingo, às 13h (Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+.

Dois brasileiros concorrem ao lugar mais prestigiado do automobilismo: Hélio Castroneves - atual campeão da prova e recordista com 4 triunfos na Indy 500 ao lado de Rick Mears, Al Unser e AJ Foyt - e Tony Kanaan, que ganhou esta corrida em 2013.

Uma pergunta que muitos se fazem ao ver a prova é: por que o vencedor comemora bebendo leite diretamente de uma garrafa?

Essa é uma das principais tradições das 500 Milhas. E ela começou na década de 30 do século passado.

Louis Meyer ganhou a prova em 1933 e pediu um copo de leite de manteiga na comemoração. Ao vencer pela terceira vez, em 1936, ele pediu novamente um copo, mas recebeu uma garrafa.

Ele foi fotografado no ato de beber enquanto mostrava os três dedos da mão por conta do número de suas vitórias na Indy 500. A imagem fez sucesso.

Percebendo a oportunidade, um executivo de uma empresa de laticínios local passou a oferecer uma garrafa de leite aos vencedores a partir de então. E a moda pegou, se tornando tradição.

Em 1993, Emerson Fittipaldi causou um "climão" ao vencer pela segunda vez em sua carreira a prova. Fittipaldi dispensou o leite ao vivo na TV aberta na hora da comemoração para tomar suco de laranja, já que na época ele investiu neste produto com a sua marca.

"No pódio naquele ano eu já comemorava com suco de laranja. Eu eu tomei a laranja e depois o leite. Mas isso ninguém publicou (risos). Até hoje é uma polêmica nos Estados Unidos. Pessoal me fala: ‘Pô, você tomou a laranja e não tomou o leite’. Eu tomei o leite, mas foi depois. Era um suco que eu produzia na época. Hoje não trabalho mais com laranja. Deu uma repercussão gigantesca", disse a lenda brasileira, em entrevista à ESPN, em 2018.

Fittipaldi foi vaiado fortemente na corrida seguinte do campeonato daquele ano. E também ouviu reclamações do público ao dirigir o Pace Car da Indy 500 em 2008.