Eduardo Musa é o Bola da Vez que você assiste neste sábado (18), a partir de 22h (horário de Brasília), pela ESPN no Star+. Talvez, o personagem não lhe seja familiar, mas alguns nomes com os quais ele tem ligação fundamental, sim: de Neymar, hoje astro do PSG, a Rayssa Leal, medalhista olímpica nos Jogos Olímpicos 2020.
Musa ganhou notoriedade no esporte, primeiramente, no futebol. É que, por cinco anos, trabalhou muito próximo a Neymar, como o principal responsável por gerir a imagem do jogador.
A parceria teve início em 2010, depois do episódio em que Neymar discutiu com o técnico Dorival Júnior em partida entre Santos e Atlético-GO, que acabou marcada pela declaração de Renê Simões (“Estamos criando um monstro”). O “casamento” chegou ao fim em 2015, após desentendimento com o pai do atleta – que acabou na Justiça.
“Profissionalmente, chegou ao fim um ciclo importante para mim”, contou, no Bola da Vez. “Voltei aqui para o Brasil com a cabeça de primeiro descansar um pouquinho, porque os quase seis anos que eu trabalhei com o Neymar foram intensos, né. Como tudo na carreira do Neymar. Mas a minha ideia era descansar um pouco”, seguiu.
Esse descanso foi interrompido quando Musa decidiu abrir a própria empresa. Os caminhos de seus negócios o levaram até o mundo do skate, e ele é hoje o presidente da Confederação Brasileira do esporte (a CBSk), sucedendo o astro da modalidade, Bob Burnquist.
“Eu montei a minha empresa e comecei a fazer alguns negócios. Mas sempre de olho nessa questão da gestão esportiva, porque essa sempre foi minha paixão. Resumindo um pouco, porque a história é um pouco longa, em um desses negócios que eu fiz, fiz com o Bob, Bob Burnquist”, relembrou.
“E foi uma coincidência gigante. Porque, no momento que a gente fez esse negócio, que eu apresentei um cliente lá para ele para fazer um negócio, foi exatamente nesse momento que estava uma discussão muito grande no skate nacional a questão da representatividade das confederações.”
“Tinha na época um problema… O skate tinha acabado de se tornar (esporte) olímpico e tinha ali uma disputa política entre a Confederação Brasileira de hóquei em patins e a CBSk, sobre quem seria o gestor do skate olímpico. É meio absurdo, mas era de fato o que estava acontecendo na época. E eu fui estudar, né. Porque como eu estava fazendo esse negócio com o Bob, eu não conhecia mais do que o grande público conhece sobre skate”.
“Fui estudar, vi essa situação e falei pro Bob: ‘Oh, Bob, você está acompanhando essa situação?’ Ele falou: ‘Pô, Duda, estou, mas minha vida está pesada, eu não tenho tempo para acompanhar, tal.’ Eu falei: ‘Olha, é bom vocês se mobilizarem se não vocês vão perder’. Ele ficou com isso na cabeça, mas naquele momento disse: ‘Não, não, tal’. Aí uns 15 dias depois me ligou e falou: ‘Pô, Duda, aquele assunto lá. Mas o que você acha que a gente tem que fazer?’ Eu falei: ‘Oh, Bob, eu estudei um pouco e pelo o que eu vi ou os grandes nomes se colocam à disposição ou vocês vão perder por uma questão burocrática’...”
Depois de mais alguns dias pensando, Bob retornou para Musa com um contive. “Oh, eu conversei com algumas pessoas da minha confiança aqui do skate, a gente topa encarar esse desafio, mas eu preciso que você venha junto, justamente para cuidar da parte de bastidores, da parte administrativa”, disse o skatista.
“E foi aí que tudo começou. E assim que eu caí no skate institucional, o Bob, então, se elegeu presidente e eu, vice. Um ano e uns seis meses depois, por questões particulares, infelizmente o Bob teve que renunciar, eu assumi o final do mandato. Teve uma eleição no finalzinho de 2020, e eu fui eleito por mais quatro anos, com Bob no grupo, tudo certo, mas por uma questão pessoal dele saiu. Então, foi meio assim que eu cheguei na presidência da Confederação Brasileira de Skate.”
Em sua estreia em Olimpíadas, o skate brasileiro, sob gestão de Musa, conquistou três medalhas em Tóquio, todas de prata, com Rayssa Leal (street feminino), Kelvin Hoefler (street masculino) e Pedro Barros (skate park masculino).
